UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Com o objetivo de controlar a hiperfosfatemia nos pacientes pediátricos em hemodiálise, a intervenção correta na terapia renal substitutiva com nível de evidência científica é:
Hiperfosfatemia em hemodiálise pediátrica → ↑ frequência e/ou prolongar tempo de diálise para melhor remoção de fósforo.
A hiperfosfatemia é uma complicação comum e grave em pacientes pediátricos em hemodiálise. A remoção de fósforo durante a diálise é um processo lento e ineficiente. Aumentar a frequência das sessões de diálise e/ou prolongar o tempo de cada sessão são as intervenções mais eficazes para melhorar a depuração do fósforo e controlar a hiperfosfatemia.
A hiperfosfatemia é uma complicação prevalente e desafiadora em pacientes pediátricos com doença renal crônica (DRC) em terapia renal substitutiva, especialmente hemodiálise. O controle inadequado do fósforo sérico está diretamente associado ao desenvolvimento e progressão do distúrbio mineral e ósseo da DRC (DMO-DRC), que inclui hiperparatireoidismo secundário, doença óssea adinâmica e calcificações vasculares, impactando negativamente o crescimento e a saúde cardiovascular das crianças. A remoção de fósforo durante a hemodiálise é um processo complexo. Devido à sua distribuição intracelular e ligação a proteínas, o fósforo é removido de forma menos eficiente do que outras toxinas urêmicas. Intervenções na prescrição da diálise são cruciais. Aumentar a frequência das sessões de diálise (por exemplo, diálise diária ou noturna) e/ou prolongar o tempo de cada sessão são as estratégias mais eficazes e baseadas em evidências para melhorar a depuração do fósforo e alcançar os níveis séricos alvo. Além da otimização da diálise, o manejo da hiperfosfatemia em pediatria envolve uma abordagem multifacetada que inclui restrição dietética de fósforo, uso de quelantes de fósforo e, em alguns casos, calcimiméticos para controlar o hiperparatireoidismo secundário. A monitorização regular dos níveis de fósforo, cálcio, PTH e fosfatase alcalina é essencial para ajustar a terapia e prevenir complicações a longo prazo.
A hiperfosfatemia é um problema porque os rins danificados não conseguem excretar o excesso de fósforo, levando ao acúmulo. Isso contribui para o distúrbio mineral e ósseo associado à doença renal crônica (DMO-DRC), aumentando o risco de calcificações vasculares e ósseas.
A hemodiálise remove o fósforo principalmente por difusão, que é um processo relativamente lento. A eficácia da remoção depende do gradiente de concentração, do tempo de exposição e da área da membrana do dialisador.
Outras medidas incluem a restrição dietética de alimentos ricos em fósforo e o uso de quelantes de fósforo, que se ligam ao fósforo no trato gastrointestinal, impedindo sua absorção.
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