UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
Uma mulher de 32 anos. G1P0, está com 42 semanas de gestação e está tendo o parto induzido por gravidez pós-termo. Ela teve um pré-natal sem complicações . A PA é de 100/60 mmHg. A altura do fundo uterino é de 40 cm. O colo está fechado, tem 3 cm de comprimento, e consistência firme. O obstetra decide utilizar um agente de maturação cervical, o misoprostol intravaginal. Aproximadamente 2 horas após colocar o misoprostol, a paciente tem um episódio de desacelereção fetal prolongado para 80 bpm por 6 minutos. Qual das seguintes é a etiologia mais provável da desaceleração prolongada?
Misoprostol para indução → risco de hiperestimulação uterina → desaceleração fetal prolongada.
O misoprostol é um análogo de prostaglandina E1 usado para maturação cervical e indução do parto. Um de seus efeitos adversos mais sérios é a hiperestimulação uterina, que pode levar a sofrimento fetal agudo, manifestado por desacelerações prolongadas devido à hipóxia.
A indução do parto é um procedimento comum em obstetrícia, especialmente em casos de gravidez pós-termo. O misoprostol, um análogo sintético da prostaglandina E1, é amplamente utilizado para maturação cervical e indução do trabalho de parto devido à sua eficácia e baixo custo. No entanto, seu uso requer monitoramento rigoroso devido ao risco de efeitos adversos. A hiperestimulação uterina é a complicação mais séria do misoprostol, caracterizada por contrações uterinas excessivas que comprometem a oxigenação fetal. A identificação precoce de desacelerações fetais prolongadas na cardiotocografia é crucial, pois indica sofrimento fetal agudo e a necessidade de intervenção imediata para reverter a hipóxia e prevenir desfechos adversos. O manejo da hiperestimulação uterina e da desaceleração fetal prolongada envolve medidas de reanimação intrauterina, como mudança de decúbito, oxigenoterapia e hidratação. Em casos refratários, tocolíticos como a terbutalina podem ser administrados para relaxar o útero. A falha em reverter o quadro pode indicar a necessidade de parto de emergência, geralmente por cesariana, para garantir a segurança materno-fetal.
A hiperestimulação uterina é caracterizada por contrações uterinas excessivas, como taquissistolia (mais de 5 contrações em 10 minutos) ou contrações com duração prolongada, que podem levar a alterações na frequência cardíaca fetal.
A conduta inicial inclui interrupção do misoprostol, mudança de decúbito materno, oxigenoterapia, hidratação venosa e, se persistir, uso de tocolíticos como a terbutalina para reduzir as contrações uterinas.
O misoprostol, ao induzir contrações uterinas intensas e frequentes (hiperestimulação), pode reduzir o fluxo sanguíneo útero-placentário, levando à hipóxia fetal e, consequentemente, a desacelerações prolongadas na frequência cardíaca fetal.
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