UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Durante visita à enfermaria de clínica médica, discutia-se sobre um paciente com cirrose hepática, o qual era portador de esplenomegalia e possuía os seguintes achados ao hemograma: Hb 8 g/dL, leucócitos 2.500/mm3 e plaquetas 90.000/mm3. No contexto da cirrose hepática, os alunos foram arguidos sobre qual seria a justificativa da organomegalia e dos achados do hemograma e responderam, de forma assertiva, que seriam, respectivamente,
Cirrose + Esplenomegalia + Pancitopenia → Hipertensão portal e hiperesplenismo.
Na cirrose hepática, a hipertensão portal leva à congestão do baço (esplenomegalia). O baço aumentado, por sua vez, sequestra e destrói excessivamente as células sanguíneas, resultando em hiperesplenismo, que se manifesta como pancitopenia (anemia, leucopenia e trombocitopenia).
A cirrose hepática é uma condição crônica e progressiva do fígado, caracterizada por fibrose e nódulos de regeneração, que levam à disfunção hepática e hipertensão portal. A hipertensão portal é uma complicação grave, definida pelo aumento da pressão na veia porta, e é a principal causa de muitas manifestações clínicas da cirrose, incluindo a esplenomegalia. Compreender essa fisiopatologia é crucial para o diagnóstico e manejo de pacientes cirróticos. A esplenomegalia na cirrose é um achado comum e resulta diretamente da congestão venosa causada pela hipertensão portal. O baço aumentado, por sua vez, torna-se hiperfuncionante, um fenômeno conhecido como hiperesplenismo. Este processo leva ao sequestro e à destruição acelerada de células sanguíneas, manifestando-se como pancitopenia (anemia, leucopenia e trombocitopenia) no hemograma. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com a confirmação da cirrose e a presença dos achados hematológicos. O tratamento do hiperesplenismo na cirrose geralmente foca no manejo da doença hepática subjacente e da hipertensão portal. Em casos graves de pancitopenia sintomática, podem ser consideradas intervenções como a embolização parcial da artéria esplênica ou, em situações extremas, a esplenectomia, embora estas últimas sejam reservadas para casos selecionados devido aos riscos associados. O prognóstico está intrinsecamente ligado à gravidade da cirrose e suas complicações.
Os sinais de hiperesplenismo incluem esplenomegalia (aumento do baço) e pancitopenia no hemograma, ou seja, anemia, leucopenia e trombocitopenia.
A hipertensão portal causa um aumento da pressão nos vasos sanguíneos que drenam para o fígado, incluindo a veia esplênica. Isso leva à congestão e aumento do baço, que então sequestra e destrói mais células sanguíneas.
A pancitopenia aumenta o risco de complicações como sangramentos (trombocitopenia), infecções (leucopenia) e fadiga (anemia), impactando o manejo e prognóstico do paciente cirrótico.
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