FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, com 14 semanas de gestação, comparece em um serviço de pronto- atendimento obstétrico devido a sintomas de náuseas e vômitos intensos, que não melhoram com mudanças na dieta e cuidados ambulatoriais. Está em uso de medicação antiemética de administração oral há 2 dias, sem diminuição dos vômitos. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA sobre o manejo da hiperemese gravídica.
Hiperemese gravídica grave: Fluidos IV + antieméticos (ex: antagonistas H1) são primeira linha.
A hiperemese gravídica é uma condição grave que pode levar à desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. Quando as medidas dietéticas e antieméticos orais falham, a reposição volêmica intravenosa e antieméticos mais potentes, como os antagonistas H1, são essenciais.
A hiperemese gravídica é uma condição que afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações, caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes que levam à desidratação, perda de peso e desequilíbrios eletrolíticos. Diferencia-se das náuseas e vômitos comuns da gravidez pela sua gravidade e impacto na saúde materna. É mais comum no primeiro trimestre, mas pode persistir. O manejo da hiperemese gravídica deve ser escalonado. Inicialmente, recomenda-se modificações dietéticas (refeições pequenas e frequentes, evitar alimentos gordurosos e picantes) e suplementação de piridoxina (vitamina B6). Se os sintomas persistirem, antieméticos orais como doxilamina/piridoxina combinados ou dimenidrinato podem ser utilizados. Em casos de falha terapêutica, desidratação ou desequilíbrio eletrolítico, a internação hospitalar é indicada. No ambiente hospitalar, o tratamento de primeira escolha inclui a administração de fluidos intravenosos para correção da desidratação e dos eletrólitos, e antieméticos parenterais. Antagonistas de receptores histamínicos H1 (como prometazina) e fenotiazínicos são frequentemente utilizados. Corticosteroides podem ser considerados em casos refratários. O acompanhamento nutricional e psicológico também são importantes para a recuperação da paciente.
A hiperemese gravídica é caracterizada por náuseas e vômitos persistentes e severos, que resultam em perda de peso (>5% do peso pré-gestacional), desidratação e desequilíbrios eletrolíticos, não responsivos a medidas conservadoras.
O tratamento inicial inclui medidas dietéticas (pequenas refeições frequentes, evitar gatilhos), suplementação de piridoxina (vitamina B6) e antieméticos orais. Se falha, fluidos intravenosos e antieméticos mais potentes são indicados.
Antagonistas de receptores H1 (como doxilamina/piridoxina, dimenidrinato) e fenotiazínicos (como prometazina) são considerados seguros e eficazes. Ondansetrona pode ser usada em casos refratários, com cautela.
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