Hiperêmese Gravídica Grave: Diagnóstico e Manejo Hospitalar

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019

Enunciado

Você está atendendo na Unidade Básica de Saúde uma gestante com 7 semanas de gravidez que relata que não consegue se alimentar há cerca de cinco dias devido a náuseas e vômitos muito frequentes sem melhora com o uso de dimenidrato prescrito na primeira consulta. Nega problemas digestivos prévios. Ao exame é detectado: peso atual 54 Kg (peso na primeira consulta há 2semanas 60 Kg), mucosas secas, pele com turgor diminuído, frequência cardíaca 110 bpm, pulso filiforme. Frente ao quadro clínico descrito assinale a opção com a conduta adequada para o caso:

Alternativas

  1. A) Encaminhar para a maternidade de referência para internação e tratamento hospitalar 
  2. B) Orientar para realização de refeições frequentes, em pequenas porções várias vezes ao dia e prescrever ondansetrona oral
  3. C) Solicitar endoscopia digestiva em caráter de urgência
  4. D) Solicitar ultrassonografia transvaginal e função tireoidiana para definição terapêutica

Pérola Clínica

Hiperêmese gravídica grave (desidratação, perda peso, falha tto ambulatorial) → internação hospitalar.

Resumo-Chave

A gestante apresenta sinais de hiperêmese gravídica grave, com desidratação (mucosas secas, turgor diminuído, taquicardia, pulso filiforme) e perda de peso significativa, refratária ao tratamento ambulatorial. Esta condição exige internação hospitalar para hidratação venosa, correção de distúrbios eletrolíticos e antieméticos parenterais.

Contexto Educacional

A hiperêmese gravídica é uma condição caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes que ocorrem durante a gravidez, geralmente no primeiro trimestre. Diferente das náuseas e vômitos comuns da gravidez, a hiperêmese leva a desidratação, perda de peso significativa (mais de 5% do peso pré-gravídico) e distúrbios eletrolíticos, impactando a saúde materna e fetal. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores hormonais (como o beta-hCG elevado) e genéticos. O diagnóstico da hiperêmese gravídica grave é clínico, baseado na intensidade e persistência dos sintomas, na presença de sinais de desidratação (mucosas secas, turgor diminuído, taquicardia, hipotensão postural) e na perda de peso. Exames laboratoriais podem revelar cetonúria, distúrbios hidroeletrolíticos e, em casos graves, alterações da função hepática ou renal. É crucial diferenciar de outras causas de vômitos na gravidez, como gastroenterites ou doenças da tireoide. A conduta para hiperêmese gravídica grave é a internação hospitalar. O tratamento visa restaurar o equilíbrio hidroeletrolítico com fluidoterapia intravenosa (soro fisiológico com eletrólitos), administrar antieméticos parenterais (como ondansetrona ou metoclopramida), e suplementar vitaminas, especialmente tiamina, para prevenir a encefalopatia de Wernicke. A nutrição enteral ou parenteral pode ser necessária em casos refratários.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar hiperêmese gravídica grave?

Hiperêmese gravídica grave é caracterizada por náuseas e vômitos persistentes que levam à desidratação, perda de peso (>5% do peso pré-gravídico), distúrbios eletrolíticos e cetonúria, refratários ao tratamento ambulatorial.

Por que a internação é essencial no manejo da hiperêmese gravídica grave?

A internação permite a hidratação venosa, correção rápida de distúrbios eletrolíticos, administração de antieméticos parenterais e monitoramento contínuo da mãe e do feto, prevenindo complicações graves.

Quais são as complicações da hiperêmese gravídica não tratada?

As complicações incluem desidratação grave, desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia, hiponatremia), deficiências nutricionais, encefalopatia de Wernicke (por deficiência de tiamina) e, em casos extremos, lesão hepática ou renal.

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