Hiperêmese Gravídica Média: Critérios e Manejo

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024

Enunciado

A hiperêmese gravídica pode ser classificada em duas formas clínicas, de acordo com a intensidade. Pode-se afirmar que o quadro clínico mais característico da forma média é êmese por:

Alternativas

  1. A) 2 a 5 semanas, com perda ponderal moderada entre 6 e 8% do peso prégestacional e FC > que 100bpm
  2. B) 3 a 5 semanas, com perda ponderal moderada de 15% do peso pré-gestacional e FC entre 100-120bpm
  3. C) 1 a 2 semanas, com perda ponderal leve de 10% do peso pré-gestacional e FC < que 120bpm
  4. D) 2 a 4 semanas, com perda ponderal discreta de 5% do peso pré-gestacional e FC < que 100bpm

Pérola Clínica

Hiperêmese gravídica média = êmese 2-4 semanas, perda ponderal discreta (5%), FC < 100bpm.

Resumo-Chave

A classificação da hiperêmese gravídica em leve, média e grave é crucial para guiar o manejo. A forma média se caracteriza por um período de vômitos mais prolongado que a leve, mas com menor impacto sistêmico que a grave, refletido na perda ponderal e frequência cardíaca.

Contexto Educacional

A hiperêmese gravídica é uma condição grave e debilitante que afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações, caracterizada por náuseas e vômitos persistentes e intratáveis que resultam em perda de peso (>5% do peso pré-gestacional), desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. É crucial diferenciá-la das náuseas e vômitos comuns da gravidez, que são mais leves e não causam tais complicações sistêmicas, impactando significativamente a qualidade de vida da gestante e podendo levar a internações hospitalares. A fisiopatologia da hiperêmese gravídica ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se estar relacionada a níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e estrogênios, além de fatores genéticos e psicológicos. O diagnóstico é clínico, baseado na intensidade e persistência dos sintomas e na presença de perda ponderal e sinais de desidratação. A classificação em leve, média e grave auxilia na estratificação do risco e na escolha do tratamento, sendo a forma média um estágio intermediário de comprometimento. O tratamento da hiperêmese gravídica varia conforme a gravidade, podendo incluir medidas dietéticas, antieméticos (piridoxina, doxilamina, ondansetrona), hidratação intravenosa e correção de distúrbios eletrolíticos. Em casos graves, corticosteroides podem ser considerados. O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas a condição pode recorrer em gestações futuras. A atenção precoce e o suporte nutricional são fundamentais para evitar complicações maternas e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar a hiperêmese gravídica como forma média?

A forma média da hiperêmese gravídica é caracterizada por êmese persistente por 2 a 4 semanas, perda ponderal discreta de até 5% do peso pré-gestacional e frequência cardíaca inferior a 100 batimentos por minuto.

Como a hiperêmese gravídica se diferencia de náuseas e vômitos comuns da gravidez?

A hiperêmese gravídica é uma condição mais grave, com vômitos persistentes e intratáveis que levam a desidratação, perda de peso (>5%), desequilíbrios eletrolíticos e cetonúria, ao contrário das náuseas e vômitos fisiológicos que são mais leves e autolimitados.

Quais são as principais complicações da hiperêmese gravídica não tratada?

As complicações incluem desidratação grave, desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia, hiponatremia), deficiências nutricionais (tiamina), perda de peso significativa, cetose e, em casos extremos, síndrome de Wernicke-Korsakoff e ruptura esofágica.

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