UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
A hiperêmese gravídica pode ser classificada em duas formas clínicas, de acordo com a intensidade. Pode-se afirmar que o quadro clínico mais característico da forma média é êmese por:
Hiperêmese gravídica média = êmese 2-4 semanas, perda ponderal discreta (5%), FC < 100bpm.
A classificação da hiperêmese gravídica em leve, média e grave é crucial para guiar o manejo. A forma média se caracteriza por um período de vômitos mais prolongado que a leve, mas com menor impacto sistêmico que a grave, refletido na perda ponderal e frequência cardíaca.
A hiperêmese gravídica é uma condição grave e debilitante que afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações, caracterizada por náuseas e vômitos persistentes e intratáveis que resultam em perda de peso (>5% do peso pré-gestacional), desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. É crucial diferenciá-la das náuseas e vômitos comuns da gravidez, que são mais leves e não causam tais complicações sistêmicas, impactando significativamente a qualidade de vida da gestante e podendo levar a internações hospitalares. A fisiopatologia da hiperêmese gravídica ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se estar relacionada a níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e estrogênios, além de fatores genéticos e psicológicos. O diagnóstico é clínico, baseado na intensidade e persistência dos sintomas e na presença de perda ponderal e sinais de desidratação. A classificação em leve, média e grave auxilia na estratificação do risco e na escolha do tratamento, sendo a forma média um estágio intermediário de comprometimento. O tratamento da hiperêmese gravídica varia conforme a gravidade, podendo incluir medidas dietéticas, antieméticos (piridoxina, doxilamina, ondansetrona), hidratação intravenosa e correção de distúrbios eletrolíticos. Em casos graves, corticosteroides podem ser considerados. O prognóstico geralmente é bom com tratamento adequado, mas a condição pode recorrer em gestações futuras. A atenção precoce e o suporte nutricional são fundamentais para evitar complicações maternas e fetais.
A forma média da hiperêmese gravídica é caracterizada por êmese persistente por 2 a 4 semanas, perda ponderal discreta de até 5% do peso pré-gestacional e frequência cardíaca inferior a 100 batimentos por minuto.
A hiperêmese gravídica é uma condição mais grave, com vômitos persistentes e intratáveis que levam a desidratação, perda de peso (>5%), desequilíbrios eletrolíticos e cetonúria, ao contrário das náuseas e vômitos fisiológicos que são mais leves e autolimitados.
As complicações incluem desidratação grave, desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia, hiponatremia), deficiências nutricionais (tiamina), perda de peso significativa, cetose e, em casos extremos, síndrome de Wernicke-Korsakoff e ruptura esofágica.
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