HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
Sobre as doenças específicas da gestação, analise as seguintes afirmativas.I - Na hiperemese gravídica, o pico dos sintomas está relacionado ao nadir dos níveis séricos da gonadotrofina coriônica humana (HCG). II - O tratamento da gravidez tubária invariavelmente passa por cirurgia, seja em caráter de urgência, em caso de paciente instável hemodinamicamente, ou com preparo e programação, quando a paciente encontra-se estável. III - As definições de oligohidramnia e polihidramnia pela medicação da maior bolsa vertical (MBV) são, respectivamente, 2cm e 8cm.IV - Na ruptura prematura de 34 semanas de idade gestacional, está indicado o parto pela via obstétrica mais adequada. V - O tabagismo e o uso de substâncias como cocaína, heroína, álcool, alguns anticonvulsionantes e varfarina estão associados a crescimento intrauterino restrito. Estão corretas apenas as afirmativas:
Oligohidramnia MBV < 2cm; Polihidramnia MBV > 8cm. Ruptura prematura > 34 semanas → parto.
A hiperemese gravídica tem pico de sintomas relacionado ao pico de HCG, não ao nadir. Gravidez tubária pode ter manejo expectante ou medicamentoso em casos selecionados, não invariavelmente cirúrgico. A ruptura prematura de membranas após 34 semanas geralmente indica o parto.
As doenças específicas da gestação são temas cruciais na obstetrícia, exigindo conhecimento aprofundado para o manejo adequado. A hiperemese gravídica, caracterizada por náuseas e vômitos intensos, está associada ao pico dos níveis de HCG, que geralmente ocorre no primeiro trimestre. O entendimento dessa relação é fundamental para o diagnóstico e tratamento. A gravidez ectópica, especialmente a tubária, é uma emergência ginecológica. Embora a cirurgia seja comum, o tratamento não é invariavelmente cirúrgico; opções como metotrexato ou manejo expectante podem ser consideradas em pacientes selecionadas e estáveis. A decisão terapêutica depende de múltiplos fatores clínicos e laboratoriais. Distúrbios do volume do líquido amniótico, como oligohidramnia e polihidramnia, são diagnosticados por ultrassonografia. A medição da maior bolsa vertical (MBV) é um critério importante, com valores menores que 2 cm para oligohidramnia e maiores que 8 cm para polihidramnia. A ruptura prematura de membranas (RPM) após 34 semanas de gestação geralmente indica a indução do parto devido ao risco de infecção e maturidade pulmonar fetal. Fatores como tabagismo e uso de substâncias ilícitas são bem conhecidos por aumentar o risco de crescimento intrauterino restrito (CIUR).
O pico dos sintomas da hiperemese gravídica geralmente coincide com o pico dos níveis séricos da gonadotrofina coriônica humana (HCG), que ocorre entre 8 e 12 semanas de gestação, e não com o nadir.
O tratamento da gravidez tubária pode ser cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), medicamentoso (metotrexato) ou expectante, dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa e níveis de HCG.
Oligohidramnia é definida por uma maior bolsa vertical (MBV) menor que 2 cm, enquanto polihidramnia é definida por uma MBV maior que 8 cm. Esses valores são cruciais para o diagnóstico ultrassonográfico.
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