Hiperêmese Gravídica: Entenda o Desequilíbrio Eletrolítico

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015

Enunciado

Com relação às doenças intercorrentes ou próprias da gestação, julgue o item a seguir. A hiperêmese gravídica habitualmente se associa ao desequilíbrio hidroeletrolítico caracterizado pela acidose metabólica hiperclorêmica e pela cetonúria persistente. 

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Hiperêmese gravídica grave → desidratação, cetonúria, acidose metabólica (pode ser hiperclorêmica).

Resumo-Chave

A hiperêmese gravídica é uma condição grave que pode levar a desidratação, desequilíbrios eletrolíticos e metabólicos. A cetonúria persistente indica cetose de inanição devido à ingestão insuficiente, e a acidose metabólica, embora menos comum que a alcalose inicial por vômitos, pode ocorrer em casos avançados, especialmente com depleção de volume e disfunção renal.

Contexto Educacional

A hiperêmese gravídica é uma condição grave e debilitante que afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações, caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes que levam à desidratação, perda de peso (>5% do peso pré-gestacional) e distúrbios eletrolíticos. É crucial diferenciá-la das náuseas e vômitos comuns da gravidez, que são mais leves e não causam desidratação ou perda de peso significativa. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para prevenir complicações maternas e fetais. Fisiopatologicamente, a hiperêmese está associada a níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e estrogênios. A desidratação e a ingestão alimentar reduzida levam à cetose de inanição, manifestada por cetonúria. Embora a alcalose metabólica hipoclorêmica seja comum devido à perda de ácido clorídrico pelo vômito, casos graves e prolongados, especialmente com depleção de volume e disfunção renal, podem evoluir para acidose metabólica, por vezes hiperclorêmica, devido a mecanismos compensatórios e outras disfunções. O tratamento da hiperêmese gravídica envolve hidratação intravenosa, antieméticos, suplementação vitamínica (especialmente tiamina para prevenir encefalopatia de Wernicke) e, em casos refratários, nutrição enteral ou parenteral. O monitoramento rigoroso dos eletrólitos e do estado ácido-base é essencial. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a condição pode ter um impacto significativo na qualidade de vida da gestante.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade da hiperêmese gravídica?

Os sinais de gravidade incluem perda de peso superior a 5% do peso pré-gestacional, desidratação, desequilíbrios eletrolíticos (hipocalemia, hiponatremia) e cetonúria persistente, que podem levar a acidose metabólica.

Qual a conduta inicial para uma gestante com hiperêmese grave?

A conduta inicial envolve hidratação venosa agressiva com soro fisiológico, reposição eletrolítica conforme necessário, antieméticos (ex: ondansetrona, metoclopramida) e, em casos refratários, suporte nutricional parenteral.

Como a cetonúria se relaciona com a hiperêmese gravídica?

A cetonúria na hiperêmese gravídica é um sinal de cetose de inanição, resultante da ingestão calórica insuficiente e da mobilização de gorduras para energia. É um indicador de gravidade e desnutrição.

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