FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Os problemas de saúde que exigem intervenção cirúrgica em uma paciente gestante representam um grande desafio terapêutico, tendo em vista a potencial demora no diagnóstico e as adequações técnicas exigidas no tratamento. A sedação e o procedimento cirúrgico devem considerar variantes fisiológicas próprias da gestação e também as modificações da própria patologia em questão. Nesse contexto, considerando a necessidade de conhecimento das alterações fisiológicas na gravidez e o planejamento cirúrgico, a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma alteração gastrointestinal ocorrida na gravidez é:
Hiperêmese gravídica = alteração gastrointestinal comum e grave na gestação, exige manejo específico.
A hiperêmese gravídica é uma condição de náuseas e vômitos intensos e persistentes na gravidez, levando a desidratação, perda de peso e distúrbios eletrolíticos. É uma alteração gastrointestinal significativa, ao contrário das outras opções que descrevem incorretamente as alterações fisiológicas.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas em praticamente todos os sistemas do corpo feminino, e o sistema gastrointestinal não é exceção. Essas modificações são importantes para o suporte da gestação, mas também podem predispor a certas condições ou complicar o manejo de patologias preexistentes, especialmente em situações que demandam intervenção cirúrgica. O conhecimento dessas alterações é crucial para o planejamento anestésico e cirúrgico seguro em gestantes. Entre as alterações gastrointestinais, a progesterona, hormônio predominante na gravidez, causa relaxamento da musculatura lisa. Isso leva a uma diminuição da motilidade intestinal e um retardo no esvaziamento gástrico, aumentando o risco de refluxo gastroesofágico e aspiração pulmonar durante a anestesia. Além disso, o relaxamento da vesícula biliar e a estase biliar podem aumentar a incidência de cálculos biliares e colecistite. O volume gástrico tende a aumentar, e a acidez gástrica geralmente não diminui significativamente. A hiperêmese gravídica é uma condição patológica que se manifesta como náuseas e vômitos graves e persistentes, resultando em desidratação, perda de peso e desequilíbrio eletrolítico. Diferente das náuseas e vômitos comuns da gravidez, que afetam cerca de 50-90% das gestantes, a hiperêmese é mais rara e exige manejo clínico específico, incluindo hidratação intravenosa e antieméticos. É uma das alterações gastrointestinais mais significativas e que pode impactar diretamente a saúde materna e fetal, sendo um ponto de atenção importante para residentes e profissionais de saúde.
Na gravidez, ocorrem diversas alterações gastrointestinais, como diminuição da motilidade intestinal, retardo do esvaziamento gástrico, relaxamento do esfíncter esofágico inferior (levando a refluxo) e estase biliar. A hiperêmese gravídica é uma condição patológica que se manifesta com náuseas e vômitos intensos.
O esvaziamento gástrico é retardado na gestação devido à ação da progesterona, que diminui o tônus da musculatura lisa, e ao aumento da pressão intra-abdominal pelo útero gravídico. Isso aumenta o risco de aspiração pulmonar durante anestesia.
A hiperêmese gravídica é uma forma grave de náuseas e vômitos, caracterizada por perda de peso >5% do peso pré-gravídico, desidratação e distúrbios eletrolíticos, necessitando de intervenção médica. As náuseas e vômitos comuns são mais leves e autolimitados.
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