AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Com relação a hiperêmese gravídica, sabe-se até o momento que sua etiologia é ainda incerta. A hipótese de que fatores endócrinos poderiam causá-la, frequentemente é citada. Baseado nesta teoria assinale a alternativa que contempla os fatores relacionados com esta situação.I - Elevação dos níveis de gonadotrofina coriônica humana.II - Alterações dos níveis de progesterona.III - Produção insuficiente do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).
Hiperêmese gravídica → ↑ hCG e ↓ ACTH/cortisol. Progesterona não é fator etiológico primário.
A hiperêmese gravídica está fortemente associada a níveis elevados de hCG, que estimulam a tireoide e podem causar sintomas. A produção insuficiente de ACTH, levando a baixos níveis de cortisol, também é implicada, enquanto a progesterona não é considerada um fator etiológico primário.
A hiperêmese gravídica é uma condição caracterizada por náuseas e vômitos graves e persistentes durante a gravidez, levando à desidratação, perda de peso e desequilíbrios eletrolíticos. Sua etiologia é multifatorial e ainda não totalmente compreendida, mas fatores endócrinos desempenham um papel central nas hipóteses mais aceitas. Entre os fatores endócrinos, a elevação dos níveis de gonadotrofina coriônica humana (hCG) é amplamente reconhecida. O pico de hCG coincide com o período de maior intensidade dos sintomas, e condições com níveis de hCG mais elevados (como gestações múltiplas ou doença trofoblástica gestacional) estão associadas a maior risco de hiperêmese. O hCG pode estimular receptores de TSH na tireoide, causando um hipertireoidismo transitório, e também pode atuar diretamente no centro do vômito. Outra hipótese relevante envolve o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. A produção insuficiente do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que leva a níveis mais baixos de cortisol, tem sido implicada na fisiopatologia da hiperêmese. Por outro lado, as alterações nos níveis de progesterona, embora presentes na gravidez, não são consideradas um fator etiológico primário para a hiperêmese gravídica. O manejo da hiperêmese inclui hidratação, antieméticos e, em casos graves, nutrição parenteral.
Níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG) são fortemente associados à hiperêmese gravídica, pois o hCG pode estimular a tireoide e o centro do vômito, contribuindo para os sintomas graves de náuseas e vômitos.
A produção insuficiente do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), resultando em baixos níveis de cortisol, é uma hipótese etiológica para a hiperêmese gravídica, sugerindo um desequilíbrio no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
Embora os níveis de progesterona estejam elevados na gravidez, não há evidências consistentes que a apontem como um fator etiológico primário direto da hiperêmese gravídica, ao contrário do hCG e ACTH.
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