Hiperêmese Gravídica: Diagnóstico e Manejo Hospitalar

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

Primigesta com 10 semanas de gravidez evolui com náuseas persistentes, 5 episódios de vômitos por dia, salivação intensa o tempo todo e sem conseguir se alimentar ou ingerir líquidos. Exame físico: desidratação leve com demais sinais vitais normais. Neste contexto a melhor terapêutica dentre as alternativas abaixo é:

Alternativas

  1. A) tratamento ambulatorial com metoclopramida.
  2. B) internação, hidratação, jejum inicial e sintomáticos.
  3. C) interrupção da gravidez.
  4. D) tratamento ambulatorial com Ondasetrona.
  5. E) tratamento ambulatorial com Meclizina.

Pérola Clínica

Náuseas/vômitos persistentes + desidratação na gravidez = Hiperêmese gravídica → Internação, hidratação, jejum inicial e sintomáticos.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro grave de náuseas e vômitos persistentes (5 episódios/dia), salivação intensa e incapacidade de se alimentar/hidratar, culminando em desidratação leve. Isso caracteriza hiperêmese gravídica, que requer manejo hospitalar para correção da desidratação, repouso gástrico e controle dos sintomas, não sendo passível de tratamento ambulatorial apenas com antieméticos.

Contexto Educacional

A hiperêmese gravídica é uma condição grave e debilitante que afeta gestantes, caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes, que levam à desidratação, desequilíbrio eletrolítico, perda de peso e, em casos extremos, deficiências nutricionais. Diferencia-se das náuseas e vômitos comuns da gravidez pela sua intensidade e impacto na saúde materna. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores hormonais (principalmente hCG e estrogênio), genéticos e psicossociais. É crucial reconhecer a gravidade do quadro para evitar complicações maternas e fetais. O diagnóstico da hiperêmese gravídica é clínico, baseado na presença de vômitos incoercíveis, perda de peso superior a 5% do peso pré-gestacional e evidências de desidratação ou desequilíbrio eletrolítico. A exclusão de outras causas de vômitos (como gastroenterite, colecistite, tireotoxicose) é fundamental. No caso apresentado, a desidratação leve e a incapacidade de ingestão oral são sinais de alerta que indicam a necessidade de uma abordagem mais intensiva. A terapêutica para hiperêmese gravídica com desidratação requer internação hospitalar. O tratamento inicial inclui jejum oral para repouso gástrico, hidratação venosa com soro fisiológico e eletrólitos, e administração de antieméticos por via parenteral (como metoclopramida, ondansetrona ou prometazina). A suplementação de tiamina é essencial para prevenir a encefalopatia de Wernicke. O objetivo é corrigir a desidratação, restaurar o equilíbrio eletrolítico, controlar os vômitos e permitir a reintrodução gradual da dieta.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar hiperêmese gravídica?

A hiperêmese gravídica é diagnosticada pela presença de náuseas e vômitos graves e persistentes na gravidez, que resultam em perda de peso (>5% do peso pré-gestacional), desidratação, desequilíbrio eletrolítico e cetonúria, impactando significativamente a qualidade de vida.

Quando a internação hospitalar é indicada para náuseas e vômitos na gravidez?

A internação é indicada quando há sinais de desidratação (mesmo leve), incapacidade de manter a ingestão oral de líquidos e alimentos, perda de peso progressiva ou falha do tratamento ambulatorial com antieméticos.

Qual a conduta inicial para uma gestante internada com hiperêmese gravídica?

A conduta inicial inclui jejum oral para repouso gástrico, hidratação venosa vigorosa com eletrólitos e vitaminas (especialmente tiamina para prevenir encefalopatia de Wernicke), e administração de antieméticos por via parenteral.

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