IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Paciente de 31 anos, obesa, gestante no curso da 11ª semana, vem apresentando vômitos intensos há duas semanas refratários ao uso de Dramin B6 ® e ajustes nutricionais. Comparece à emergência com sinais clínicos de desidratação. Diante do caso, a melhor conduta a ser realizada é:
Hiperêmese gravídica com desidratação → internação, hidratação IV, antieméticos combinados (metoclopramida + ondansetrona).
A hiperêmese gravídica é uma condição grave que pode levar à desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. Quando os vômitos são refratários e há sinais de desidratação, a internação hospitalar para hidratação venosa e terapia antiemética combinada é essencial para estabilizar a paciente e prevenir complicações.
A hiperêmese gravídica é uma condição caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes que resultam em perda de peso (>5% do peso pré-gestacional), desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. Afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações e é a principal causa de internação hospitalar no primeiro trimestre. Sua importância clínica reside no risco de morbidade materna e fetal se não tratada adequadamente. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve fatores hormonais (hCG elevado), genéticos e psicossociais. O diagnóstico é clínico, baseado na intensidade dos sintomas e na presença de desidratação e cetonúria. Deve-se suspeitar de hiperêmese gravídica quando os vômitos são incontroláveis, refratários a medidas conservadoras e acompanhados de sinais de desidratação. O tratamento inicial envolve medidas dietéticas e antieméticos orais. No entanto, em casos de desidratação e vômitos refratários, a internação hospitalar é imperativa para hidratação venosa agressiva e administração de antieméticos parenterais, como metoclopramida e ondansetrona, que podem ser usados em combinação. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a condição pode recorrer em gestações futuras.
A internação é indicada quando há vômitos refratários a tratamento ambulatorial, sinais de desidratação (perda de peso, oligúria, hipotensão), desequilíbrios eletrolíticos ou cetonúria persistente.
Em casos refratários, a combinação de metoclopramida e ondansetrona, administrados por via venosa, é frequentemente utilizada. Outras opções incluem prometazina e corticosteroides em casos graves.
A hiperêmese gravídica se distingue pela intensidade e persistência dos vômitos, resultando em perda de peso significativa (>5%), desidratação e desequilíbrios metabólicos, enquanto as náuseas e vômitos comuns são mais leves e autolimitados.
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