HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Uma paciente de 38 anos, com 8 semanas de gestação, relata náuseas intensas e vômitos frequentes. Ela está desidratada e apresenta perda de peso de 3 kg nas últimas 2 semanas. Qual é o diagnóstico mais provável?
Náuseas e vômitos intensos, desidratação e perda de peso >5% no 1º trimestre = Hiperêmese Gravídica.
A hiperêmese gravídica é uma condição grave de náuseas e vômitos persistentes na gravidez, que leva à desidratação, desequilíbrio eletrolítico e perda de peso significativa (geralmente >5% do peso pré-gestacional), diferenciando-a das náuseas e vômitos comuns da gravidez.
A hiperêmese gravídica é uma condição que afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações, caracterizada por náuseas e vômitos intensos e persistentes que resultam em desidratação, desequilíbrio eletrolítico e perda de peso significativa (geralmente >5% do peso pré-gestacional). Diferencia-se das náuseas e vômitos comuns da gravidez, que afetam até 80% das gestantes, por sua gravidade e impacto na saúde materna. A etiologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada a níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e estrogênios. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de náuseas e vômitos intensos, desidratação e perda de peso. Exames laboratoriais podem revelar alterações como hipocalemia, hiponatremia, alcalose metabólica e cetonúria. É fundamental excluir outras causas de vômitos na gravidez, como gastroenterite, infecções do trato urinário, doenças da vesícula biliar ou pâncreas, e tireotoxicose. A suspeita deve ser alta em gestantes no primeiro trimestre com sintomas refratários às medidas conservadoras. O tratamento visa corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos, além de controlar os sintomas. A hidratação intravenosa é a primeira linha de tratamento, seguida pela administração de antieméticos. Em casos refratários, pode ser necessária a nutrição parenteral. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações maternas, como a Síndrome de Wernicke, e garantir o bem-estar fetal. Residentes devem estar aptos a diagnosticar precocemente e iniciar o tratamento adequado.
A hiperêmese gravídica é diagnosticada pela presença de náuseas e vômitos intensos e persistentes que levam à desidratação, desequilíbrio eletrolítico e perda de peso significativa (geralmente mais de 5% do peso pré-gestacional). Diferencia-se das náuseas e vômitos comuns da gravidez pela sua gravidade e impacto sistêmico.
A conduta inicial envolve a hidratação intravenosa para corrigir a desidratação e os desequilíbrios eletrolíticos. Podem ser utilizados antieméticos, como piridoxina (vitamina B6) isolada ou combinada com doxilamina, metoclopramida ou ondansetrona, dependendo da gravidade e resposta. Em casos graves, pode ser necessária internação.
Os diagnósticos diferenciais incluem gastroenterite viral, infecção do trato urinário, colecistite, pancreatite, úlcera péptica, tireotoxicose e, mais raramente, doenças neurológicas. É crucial excluir essas condições antes de firmar o diagnóstico de hiperêmese gravídica, especialmente se os sintomas forem atípicos ou surgirem após o primeiro trimestre.
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