HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Sobre a hiperêmese gestacional, é correto afirmar que:
Hiperêmese gestacional → etiologia multifatorial (endócrina, imunológica, mecânica, psicossomática).
A hiperêmese gestacional é uma condição complexa com etiologia multifatorial, envolvendo desregulações hormonais (como hCG e estrogênio), fatores imunológicos, mecânicos (distensão gástrica) e psicossomáticos. É crucial reconhecer essa complexidade para um manejo adequado, que vai além do tratamento sintomático.
A hiperêmese gestacional é uma condição grave caracterizada por náuseas e vômitos persistentes e severos durante a gravidez, levando à desidratação, perda de peso (>5% do peso pré-gestacional) e distúrbios eletrolíticos. Afeta cerca de 0,3% a 3% das gestações e é uma das principais causas de internação hospitalar no primeiro trimestre. Sua importância clínica reside no potencial de morbidade materna e fetal se não for adequadamente manejada. A fisiopatologia da hiperêmese é complexa e multifatorial. Envolve fatores hormonais, como níveis elevados de hCG e estrogênio, que podem estimular o centro do vômito. Fatores imunológicos, como a resposta inflamatória, e mecânicos, como a distensão gástrica, também contribuem. Além disso, fatores psicossomáticos podem influenciar a percepção e a gravidade dos sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado na intensidade e persistência dos vômitos, perda de peso e evidência de desidratação e distúrbios metabólicos. O tratamento da hiperêmese gestacional varia de medidas dietéticas e farmacológicas (antieméticos) a hidratação intravenosa e correção de distúrbios eletrolíticos em casos graves. A internação é indicada para casos de desidratação severa, perda de peso progressiva ou falha do tratamento ambulatorial. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas complicações como encefalopatia de Wernicke podem ocorrer em casos extremos de deficiência de tiamina.
A hiperêmese gestacional possui uma etiologia multifatorial, incluindo fatores endocrinológicos (como altos níveis de hCG e estrogênio), imunológicos, mecânicos (como distensão gástrica) e psicossomáticos.
O distúrbio metabólico mais frequentemente encontrado na hiperêmese gestacional é a alcalose metabólica hipoclorêmica, resultante da perda de ácido clorídrico pelos vômitos persistentes.
Sim, a hiperêmese gestacional é mais frequente em gestações múltiplas devido aos níveis mais elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG), que é um dos principais fatores hormonais associados à condição.
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