PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025
Mulher, 52 anos de idade, comparece ao ambulatório de clínica médica para avaliação. Refere cansaço aos grandes esforços e dificuldades para perder peso. Não faz uso de medicações. Mãe faleceu de infarto agudo do miocárdio aos 50 anos. Ao exame físico, apresenta-se com IMC: 31kg/m², circunferência abdominal: 98cm, PA: 140x90mmHg. Exames laboratoriais recentes mostram LDL: 190mg/dL, HDL: 38mg/dL, triglicerídeos: 250mg/dL, glicemia de jejum: 98mg/dL, insulina em jejum: 20mg/dL e HbA1c: 5,5%. Os exames foram repetidos, com resultados semelhantes.Responda conforme as Diretrizes da American Heart Association. A abordagem farmacológica mais indicada para tratamento inicial da dislipidemia nessa paciente é:
LDL-C ≥ 190 mg/dL em adulto = indicação direta de estatina de alta potência (Rosuvastatina 20-40mg ou Atorvastatina 40-80mg) para prevenção primária.
Pacientes com LDL colesterol ≥ 190 mg/dL são classificados como de altíssimo risco cardiovascular e têm indicação formal de iniciar terapia com estatina de alta intensidade, independentemente do cálculo de escore de risco. O objetivo é uma redução de pelo menos 50% no LDL basal.
O manejo da dislipidemia é um pilar da prevenção cardiovascular. A abordagem terapêutica é estratificada pelo risco do paciente. Este caso ilustra um cenário de prevenção primária em uma paciente com múltiplos fatores de risco e, crucialmente, um nível de LDL-colesterol (LDL-C) que a coloca em uma categoria de tratamento especial. De acordo com as diretrizes da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC), um nível de LDL-C ≥ 190 mg/dL é uma indicação classe I para o início de terapia com estatina de alta intensidade. Este valor é tão elevado que sugere uma base genética, como a hipercolesterolemia familiar, e confere um risco cardiovascular muito alto ao longo da vida, dispensando a necessidade de calcular o escore de risco de 10 anos. O tratamento visa uma redução agressiva do LDL-C, idealmente superior a 50% do basal. Estatinas de alta intensidade, como a rosuvastatina (20-40 mg) e a atorvastatina (40-80 mg), são as drogas de escolha. Outras opções, como estatinas de moderada intensidade ou fibratos, seriam insuficientes para atingir a meta terapêutica e controlar adequadamente o risco desta paciente.
Os principais sinais são níveis de LDL-C muito elevados (geralmente > 190 mg/dL em adultos), história familiar de doença cardiovascular prematura (homens < 55 anos, mulheres < 65 anos) e achados físicos como xantomas tendíneos ou arco corneano precoce.
As estatinas são classificadas pela sua capacidade de reduzir o LDL-C. Estatinas de alta intensidade, como rosuvastatina 20-40mg e atorvastatina 40-80mg, são capazes de reduzir os níveis de LDL-C em 50% ou mais do valor basal, sendo indicadas para pacientes de maior risco.
Prevenção primária visa evitar o primeiro evento cardiovascular em pacientes com fatores de risco (como neste caso). Prevenção secundária é o tratamento em pacientes que já tiveram um evento cardiovascular (ex: infarto, AVC) para prevenir a recorrência.
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