Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
O fenótipo clínico de Hipercolesterolemia Familiar (HF) é geralmente decorrente de defeitos no gene LDLR, que codifica o LDLR, sede de mais de 2.251 mutações descritas até o momento. Sendo CORRETO o item:
HF: maioria dos casos por mutações em genes de proteínas envolvidas na captação e catabolismo do LDLR.
A Hipercolesterolemia Familiar é uma doença genética autossômica dominante, e a maioria dos casos é causada por mutações no gene LDLR, que codifica o receptor de LDL. Essas mutações comprometem a captação e o catabolismo do LDL, levando a níveis elevados de colesterol.
A Hipercolesterolemia Familiar (HF) é uma das doenças genéticas mais comuns, afetando cerca de 1 em 250 indivíduos, e é caracterizada por níveis elevados de colesterol LDL desde o nascimento, aumentando significativamente o risco de doença cardiovascular aterosclerótica precoce. Seu reconhecimento e manejo precoces são cruciais para prevenir complicações graves. A fisiopatologia da HF é complexa, mas na maioria dos casos, ela decorre de defeitos no gene LDLR, que codifica o receptor de LDL. Este receptor é fundamental para a remoção do colesterol LDL da circulação. Mutações nesse gene resultam em receptores disfuncionais ou em menor número, comprometendo a captação hepática do LDL e elevando seus níveis plasmáticos. Outros genes, como APOB e PCSK9, também podem estar envolvidos, mas são menos frequentes. O diagnóstico da HF é clínico, baseado em critérios como os de Dutch Lipid Clinic Network, que consideram histórico familiar, níveis de LDL-C e presença de xantomas. O tratamento envolve modificações no estilo de vida e, principalmente, terapia medicamentosa intensiva com estatinas de alta potência, ezetimiba e, em casos refratários, inibidores de PCSK9 ou aférese de LDL, visando reduzir o LDL-C e o risco cardiovascular.
A principal causa da Hipercolesterolemia Familiar são mutações no gene LDLR, que codifica o receptor de lipoproteína de baixa densidade (LDL).
As mutações no gene LDLR levam a uma redução na quantidade ou função dos receptores de LDL na superfície celular, diminuindo a captação e o catabolismo do LDL circulante e resultando em níveis elevados de colesterol.
Além do LDLR, mutações nos genes APOB (apolipoproteína B), PCSK9 (pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9) e LDLRAP1 (proteína adaptadora do receptor de LDL) também podem causar HF, embora sejam menos comuns.
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