CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
A Hipercolesterolemia Familiar HF é uma condição genética caracterizada pelo item listado abaixo:
HF = LDL-c muito elevado + risco ↑ de aterosclerose e evento coronariano prematuro.
A Hipercolesterolemia Familiar é uma doença genética autossômica dominante caracterizada por níveis extremamente elevados de LDL-c desde o nascimento, o que leva a um desenvolvimento acelerado de aterosclerose e um risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares prematuros, como infarto do miocárdio.
A Hipercolesterolemia Familiar (HF) é uma condição genética autossômica dominante que representa uma das causas mais comuns de doença cardíaca prematura. É crucial para o residente reconhecer essa condição devido ao seu alto impacto na morbimortalidade cardiovascular. A HF é caracterizada por níveis de colesterol LDL (LDL-c) marcadamente elevados desde o nascimento, geralmente acima de 190 mg/dL em adultos e 160 mg/dL em crianças, mesmo na ausência de outros fatores de risco. A fisiopatologia da HF envolve mutações em genes que codificam proteínas envolvidas no metabolismo do LDL, como o receptor de LDL (LDLR), a apolipoproteína B (APOB) ou a pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9). Essas mutações resultam em uma depuração ineficiente do LDL-c da circulação, levando à sua acumulação e à formação precoce de placas ateroscleróticas. O diagnóstico precoce da HF é essencial para iniciar o tratamento agressivo com estatinas e outras terapias hipolipemiantes, visando reduzir o risco de eventos cardiovasculares prematuros. O manejo inclui também modificações no estilo de vida e, em casos graves, terapias como aférese de LDL. A identificação e o tratamento adequados da HF podem mudar significativamente o prognóstico desses pacientes, que, sem intervenção, têm um risco muito elevado de infarto do miocárdio e morte em idades jovens.
A Hipercolesterolemia Familiar (HF) é uma doença genética caracterizada por níveis muito elevados de colesterol LDL (LDL-c) desde o nascimento, devido a defeitos nos genes que regulam o metabolismo do LDL. Isso resulta em um risco significativamente aumentado de doença aterosclerótica prematura, especialmente doença coronariana.
Os níveis cronicamente elevados de LDL-c na HF promovem a deposição de colesterol nas paredes arteriais desde cedo, acelerando o processo de aterosclerose. Isso leva à formação de placas ateroscleróticas que podem causar estenoses e eventos trombóticos, resultando em infarto do miocárdio, AVC e doença arterial periférica em idades jovens.
A HF é primária e de origem genética, com níveis de LDL-c tipicamente muito mais altos do que na hipercolesterolemia poligênica ou secundária. O início da elevação do LDL-c é precoce, e o risco de doença cardiovascular é substancialmente maior e de início mais jovem, exigindo manejo intensivo e precoce.
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