HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
O risco de doença arterial coronariana DAC é maior em portadores de mutações patogênicas, se comparado àqueles sem mutações para qualquer valor de LDL-c., sendo correto que:
LDL-c > 190 mg/dL + mutação patogênica → risco de DAC > 3x maior.
Pacientes com hipercolesterolemia familiar (mutações patogênicas) apresentam um risco significativamente maior de doença arterial coronariana (DAC) mesmo com níveis de LDL-c que seriam considerados moderados em indivíduos sem essas mutações. A presença da mutação amplifica o risco, especialmente em níveis elevados de LDL-c.
A hipercolesterolemia familiar (HF) é uma doença genética autossômica dominante caracterizada por níveis elevados de colesterol LDL desde o nascimento, levando a um risco significativamente aumentado de doença arterial coronariana (DAC) prematura. É uma das doenças genéticas mais comuns, afetando cerca de 1 em 250 indivíduos na forma heterozigótica. O reconhecimento e manejo precoces são cruciais para prevenir eventos cardiovasculares graves. A fisiopatologia da HF envolve principalmente defeitos nos genes que codificam o receptor de LDL (LDLR), a apolipoproteína B (APOB) ou a pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9), resultando em uma depuração deficiente do LDL-c da circulação. Isso leva a uma exposição prolongada e cumulativa a altos níveis de LDL-c, acelerando a formação de placas ateroscleróticas. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como os de Dutch Lipid Clinic Network, e pode ser confirmado por testes genéticos. O tratamento da HF visa reduzir agressivamente os níveis de LDL-c para mitigar o risco de DAC. Estatinas são a terapia de primeira linha, frequentemente em doses máximas, e podem ser combinadas com ezetimiba ou inibidores de PCSK9 em casos de difícil controle. A modificação do estilo de vida, incluindo dieta e exercícios, também é fundamental. O monitoramento regular e a educação do paciente e da família são essenciais para o manejo a longo prazo dessa condição de alto risco.
Os principais genes associados à hipercolesterolemia familiar incluem LDLR (receptor de LDL), APOB (apolipoproteína B) e PCSK9 (pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9). Mutações nesses genes levam a níveis elevados de LDL-c desde o nascimento.
O risco é elevado devido à exposição crônica e precoce a níveis muito altos de LDL-c, que promove o acúmulo de colesterol nas paredes arteriais desde a infância, acelerando o processo aterosclerótico e o desenvolvimento de DAC.
O rastreamento familiar é crucial para identificar outros membros da família em risco, permitindo o diagnóstico precoce e a implementação de medidas preventivas e terapêuticas, como dieta, exercícios e uso de estatinas, para reduzir o risco cardiovascular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo