HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
Sobre as modificações fisiológicas do organismo materno durante a gestação normal, é CORRETO afirmar que:
Gestação normal → estado de hipercoagulabilidade fisiológica, ↑ risco tromboembólico.
A gestação induz um estado de hipercoagulabilidade para proteger a mulher contra hemorragias excessivas no parto, mas também aumenta o risco de eventos tromboembólicos. Isso ocorre devido a alterações nos fatores de coagulação e fibrinólise.
A gestação é um período de profundas adaptações fisiológicas no corpo materno, visando sustentar o desenvolvimento fetal e preparar o organismo para o parto. Compreender essas modificações é fundamental para o manejo adequado da gestante e para a identificação de patologias. Uma das alterações mais significativas ocorre no sistema hematológico, culminando em um estado de hipercoagulabilidade. Este estado de hipercoagulabilidade é caracterizado por um aumento nos fatores pró-coagulantes (como fibrinogênio, fatores VII, VIII, X e fator de von Willebrand) e uma diminuição na atividade fibrinolítica. Além disso, há uma resistência adquirida à proteína C ativada. Essas mudanças fisiológicas são protetoras, minimizando a perda sanguínea durante o parto, mas, por outro lado, aumentam o risco de tromboembolismo venoso (TEV), que é uma das principais causas de mortalidade materna. Outras alterações importantes incluem o aumento do volume sanguíneo (30-50%), que dilui as hemácias e leva a uma anemia fisiológica, e a diminuição da resistência vascular periférica, que contribui para a manutenção da pressão arterial apesar do aumento do débito cardíaco. A PaO2 materna tende a aumentar e a PaCO2 a diminuir devido à hiperventilação fisiológica. O conhecimento detalhado dessas adaptações é crucial para o diagnóstico diferencial de condições patológicas e para a tomada de decisões clínicas seguras na obstetrícia.
Durante a gestação, há um aumento nos níveis de vários fatores de coagulação (como fibrinogênio, fatores VII, VIII, X), diminuição da atividade fibrinolítica e resistência à proteína C ativada. Essas mudanças resultam em um estado de hipercoagulabilidade, preparando o corpo para o parto e reduzindo o risco de hemorragia.
O volume sanguíneo materno aumenta em cerca de 30-50% durante a gestação, principalmente devido ao aumento do volume plasmático. A resistência vascular periférica, por sua vez, diminui, contribuindo para a redução da pressão arterial no segundo trimestre e para acomodar o aumento do débito cardíaco.
A hipercoagulabilidade aumenta o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), que são causas importantes de morbimortalidade materna. É fundamental estar atento a fatores de risco adicionais e, em alguns casos, considerar a profilaxia antitrombótica.
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