HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Sobre as modificações fisiológicas do organismo materno durante a gestação normal, é correto afirmar:
Gestação normal → estado de hipercoagulabilidade fisiológica para prevenir hemorragia pós-parto.
Durante a gestação, o corpo materno se adapta para suportar o feto e preparar-se para o parto. O aumento dos fatores de coagulação e a diminuição da fibrinólise criam um estado de hipercoagulabilidade, aumentando o risco de trombose, mas protegendo contra sangramentos excessivos no parto.
A gestação normal induz uma série de modificações fisiológicas complexas no organismo materno, essenciais para o desenvolvimento fetal e para a preparação para o parto. Compreender essas adaptações é fundamental para diferenciar o fisiológico do patológico e para o manejo adequado da gestante. As alterações afetam praticamente todos os sistemas, desde o cardiovascular e respiratório até o renal e hematológico. No sistema hematológico, ocorre um aumento significativo do volume sanguíneo total (cerca de 30-50%), com o volume plasmático aumentando mais que a massa eritrocitária, resultando em hemodiluição e anemia fisiológica. Crucialmente, a gestação é um estado de hipercoagulabilidade, caracterizado pelo aumento de fatores de coagulação (fibrinogênio, FVII, FVIII, FX, FVW) e pela diminuição da atividade fibrinolítica. Essa adaptação visa proteger a mãe de hemorragias excessivas durante o parto, mas também eleva o risco de eventos tromboembólicos. Outras modificações importantes incluem a diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial (especialmente no segundo trimestre), o aumento do débito cardíaco, a elevação da frequência cardíaca e do volume sistólico. A função renal também se altera, com aumento da taxa de filtração glomerular. O conhecimento aprofundado dessas mudanças permite aos residentes e estudantes de medicina oferecer um cuidado obstétrico seguro e eficaz, identificando precocemente desvios da normalidade.
A gestação induz um estado de hipercoagulabilidade, com aumento de fatores como fibrinogênio, FVII, FVIII, FX e FVW, e diminuição da atividade fibrinolítica. O volume plasmático aumenta mais que a massa eritrocitária, causando hemodiluição.
É uma adaptação protetora para minimizar a perda sanguínea durante o parto. No entanto, essa condição aumenta o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
A resistência vascular periférica diminui na gestação devido à vasodilatação induzida por hormônios como o progesterona e o óxido nítrico, contribuindo para a redução da pressão arterial no segundo trimestre.
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