Hipercapnia em DPOC: Risco da Oxigenoterapia

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2015

Enunciado

Homem, 55 anos, procura o pronto atendimento por piora da falta de ar. Antecedentes pessoais: portador de doença respiratória crônica, tabagista de 40 anos-maço. Exame físico: consciente; orientado; cianose de extremidades; PA = 150 x 100 mmHg; FR = 25 irpm; FC = 98 bpm; oximetria de pulso = 88% (ar ambiente). Tórax: respiração abdominal, diminuição da expansibilidade, murmúrio vesicular presente e diminuído globalmente. Após nebulização com suplementação de O₂ 10 L/min, o paciente começou a apresentar sonolência. Gasometria arterial: pH = 7,1; PaO₂ = 78 mmHg; PCO₂ = 80 mmHg; HCO₃ = 14 mEq/L. EM RELAÇÃO À HIPERCAPNIA, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:

Alternativas

  1. A) Pode acontecer após a suplementação de O2, devido à piora na ventilação/perfusão e à diminuição do volume minuto.
  2. B) Existe uma relação linear entre PCO2 e ventilação; com hipoxemia, os quimiossensores ficam menos sensíveis à hipercapnia.
  3. C) Respiração mais superficial e aumento da frequência respiratória auxiliam na redução da hipercapnia.
  4. D) Um diafragma mais retificado permite uma maior pressão na expiração com aumento de PCO2.

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