UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Qual a medida imediata a ser adotada para um paciente com hipercalemia e eletrocardiograma com onda T em tenda e intervalo PR prolongado e bradicardia.
Hipercalemia + ECG alterado (onda T tenda, PR prolongado) → Gluconato de Cálcio 10% (10mL EV em 2-3 min) para estabilizar miocárdio.
A hipercalemia com alterações eletrocardiográficas (onda T em tenda, prolongamento PR, bradicardia) é uma emergência médica que exige tratamento imediato. A primeira medida é a estabilização da membrana miocárdica com gluconato de cálcio intravenoso, que não reduz o potássio sérico, mas protege o coração dos efeitos da hipercalemia.
A hipercalemia é uma emergência eletrolítica que pode levar a arritmias cardíacas fatais. Sua gravidade é determinada não apenas pelo nível sérico de potássio, mas principalmente pelas alterações eletrocardiográficas. As manifestações no ECG progridem de ondas T apiculadas (em tenda) para prolongamento do intervalo PR, alargamento do QRS, perda das ondas P e, finalmente, um padrão sinusoidal que pode evoluir para fibrilação ventricular ou assistolia. A conduta imediata em pacientes com hipercalemia e alterações eletrocardiográficas é a administração intravenosa de gluconato de cálcio a 10% (10 mL em 2-3 minutos). O cálcio atua rapidamente (em minutos) estabilizando o potencial de membrana dos cardiomiócitos, protegendo o coração dos efeitos despolarizantes do potássio elevado. É crucial entender que o cálcio não reduz o potássio sérico, apenas antagoniza seus efeitos cardíacos. Após a estabilização da membrana, outras terapias devem ser iniciadas para reduzir os níveis de potássio, como a administração de insulina com glicose (que desloca o potássio para o intracelular), beta-agonistas inalatórios e, em casos refratários ou de insuficiência renal, a hemodiálise. O monitoramento contínuo do ECG é essencial durante todo o processo.
As alterações incluem ondas T apiculadas e estreitas ("em tenda"), prolongamento do intervalo PR, alargamento do complexo QRS, achatamento da onda P e, em casos graves, fibrilação ventricular ou assistolia.
O gluconato de cálcio não diminui os níveis séricos de potássio, mas estabiliza o potencial de membrana das células cardíacas, antagonizando os efeitos do potássio elevado e protegendo o coração contra arritmias.
Após a estabilização da membrana miocárdica com cálcio, outras medidas para deslocar o potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas) e para remover o potássio do corpo (diuréticos de alça, resinas de troca iônica, hemodiálise) devem ser iniciadas.
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