SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma mulher de 37 anos de idade possui os seguintes de antecedentes pessoais: HAS e LES. Nos controles de enfermagem, apresentava picos hipertensivos de 160x100 mmHg. Após ajuste recente da medicação, a média nos controles passou a ser de 138x87 mmHg, normocárdica. Ela apresentava rash malar e dor articular no momento do exame físico. Mesmo nos momentos de melhora da dor com analgesia, ela sustentava os níveis pressóricos. Ela estava em uso de losartana, anlodipino e hidroclorotiazida. Exames: HB 12,7; leucócitos 5.300; plaquetas 157.000; sódio 132; potássio 5,9; ureia 27; e CR 1,1. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o procedimento que deverá ser realizado.
Hipercalemia com BRA/IECA → considerar troca por anti-hipertensivo que não afete potássio, como betabloqueador.
Em pacientes com hipertensão e LES, o uso de losartana (BRA) pode causar hipercalemia, especialmente se houver comprometimento renal. Diante de potássio elevado, a troca do BRA por um betabloqueador como o carvedilol é uma conduta apropriada para controlar a pressão arterial sem agravar a hipercalemia, que pode ser perigosa.
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) frequentemente desenvolvem hipertensão arterial, que pode ser multifatorial, incluindo envolvimento renal (nefrite lúpica), uso de corticosteroides e disfunção endotelial. O manejo da hipertensão nesses pacientes é crucial para prevenir danos a órgãos-alvo, como rins e coração. Os inibidores do sistema renina-angiotensina (IECAs e BRAs) são frequentemente utilizados devido aos seus efeitos reno e cardioprotetores, mas exigem monitoramento cuidadoso. Um efeito adverso conhecido dos IECAs e BRAs é a hipercalemia, especialmente em pacientes com disfunção renal preexistente ou em uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (como a espironolactona) ou AINEs. No caso apresentado, a paciente utiliza losartana e hidroclorotiazida, e apresenta potássio sérico de 5,9 mEq/L, indicando hipercalemia. Manter a losartana ou adicionar espironolactona agravaria o quadro. A hidralazina é um vasodilatador direto, mas não seria a primeira escolha para substituir um BRA em termos de proteção cardiovascular e renal. A conduta mais apropriada é substituir o medicamento que está contribuindo para a hipercalemia. O carvedilol, um betabloqueador com propriedades alfa-bloqueadoras, é uma excelente opção para o controle da pressão arterial, especialmente em pacientes com LES que podem ter risco cardiovascular aumentado. Ele não interfere na homeostase do potássio da mesma forma que os IECAs/BRAs, permitindo o controle pressórico sem agravar a hipercalemia. É fundamental reavaliar a função renal e os eletrólitos após a mudança terapêutica.
Em pacientes hipertensos com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), a hipercalemia pode ser causada por medicamentos como os Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA) ou Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA), que reduzem a excreção de potássio. A disfunção renal, comum no LES, também contribui para o acúmulo de potássio.
A losartana, um BRA, pode causar hipercalemia. Diante de um potássio sérico elevado (5,9 mEq/L), é prudente suspender o medicamento que contribui para isso. O carvedilol, um betabloqueador, é uma alternativa eficaz para o controle da pressão arterial e não interfere diretamente na homeostase do potássio, sendo uma escolha segura para evitar a piora da hipercalemia.
A hipercalemia pode levar a arritmias cardíacas graves e paralisia muscular. O monitoramento regular dos níveis séricos de potássio é essencial em pacientes que utilizam medicamentos que podem afetar sua excreção, como BRAs, IECAs e diuréticos poupadores de potássio, especialmente na presença de doença renal.
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