PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 65 anos, com histórico de insuficiência renal crônica, é admitido no pronto socorro com quadro de dispneia intensa, edema em membros inferiores e desorientação. Ao exame físico, apresenta crepitações pulmonares bilaterais e sinais de sobrecarga hídrica, sugerindo edema agudo de pulmão. Os exames laboratoriais mostram: • Potássio: 7,8 mEq/L (valor de referência: 3,5 - 5,1 mEq/L); • Glicose: 180 mg/dL (valor de referência: 70 - 99 mg/dL); • Creatinina: 3,0 mg/dL (valor de referência: 0,7 - 1,3 mg/dL); • Bicarbonato: 10 mEq/L (valor de referência: 22 - 28 mEq/L); • pH arterial: 7,11 (valor de referência: 7,35 - 7,45). Qual seria a conduta mais apropriada para o manejo inicial da hipercalemia grave nesse paciente?
K+ > 6,5 ou alterações no ECG → Gluconato de Cálcio + Medidas de Shift + Diálise.
A hipercalemia grave (7,8 mEq/L) com repercussão sistêmica e sobrecarga hídrica em paciente renal crônico exige estabilização miocárdica imediata e remoção definitiva do potássio via diálise.
A hipercalemia é uma das emergências metabólicas mais letais na insuficiência renal crônica. Níveis acima de 7,0 mEq/L apresentam alto risco de parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso ou fibrilação ventricular. O tratamento é dividido em três pilares: antagonismo dos efeitos na membrana (Cálcio), redistribuição transcelular (Insulina, Beta-2 agonistas, Bicarbonato) e remoção do excesso de potássio (Diálise, Resinas, Diuréticos). Neste caso, a presença de acidose grave (pH 7,11) e edema agudo de pulmão (sobrecarga hídrica) reforça a indicação de hemodiálise imediata, pois as medidas farmacológicas são temporárias e o paciente não possui reserva funcional renal para eliminar o soluto ou o volume.
Administração de Gluconato de Cálcio a 10% IV para estabilizar a membrana do cardiomiócito e prevenir arritmias fatais. Importante notar que o cálcio não reduz os níveis séricos de potássio.
A insulina estimula a bomba Na+/K+-ATPase, promovendo a entrada de potássio para o meio intracelular. A glicose é administrada concomitantemente para prevenir hipoglicemia.
Acidose metabólica grave, Eletrólitos (Hipercalemia refratária), Intoxicações, Overload (Sobrecarga hídrica/EAP) e Uremia (pericardite/encefalopatia).
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