Hipercalemia e ECG: Identificando Alterações por Captopril

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

Detectou-se em um paciente a presença, no eletrocardiograma, de onda T apiculada e QRS alargado. Tal alteração é decorrente de efeito colateral de um medicamento que o paciente vem usando nas últimas. Dentre as abaixo, a droga em questão mais provável é:

Alternativas

  1. A) Insulina.
  2. B) Captopril.
  3. C) Furosemida.
  4. D) Anfotericina B.
  5. E) Fenoterol.

Pérola Clínica

Onda T apiculada + QRS alargado → Hipercalemia. Captopril (IECA) = ↑ K+.

Resumo-Chave

As alterações eletrocardiográficas de onda T apiculada e QRS alargado são clássicas da hipercalemia. Dentre as opções, o Captopril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), é conhecido por causar hipercalemia como efeito colateral, especialmente em pacientes com disfunção renal ou uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio.

Contexto Educacional

A hipercalemia é um distúrbio eletrolítico potencialmente fatal que requer reconhecimento e manejo rápidos. Suas manifestações eletrocardiográficas são cruciais para o diagnóstico precoce, sendo a onda T apiculada e o alargamento do QRS sinais clássicos que indicam a necessidade de intervenção imediata. A compreensão da fisiopatologia e dos medicamentos que podem desencadear essa condição é vital para a prática clínica. Medicamentos como o Captopril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), são uma causa comum de hipercalemia, especialmente em pacientes com fatores de risco como insuficiência renal ou uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio. Os IECAs atuam inibindo a produção de aldosterona, um hormônio que normalmente promove a excreção de potássio. A ausência de aldosterona leva à retenção de potássio, elevando seus níveis séricos. Para residentes, é fundamental associar as alterações do ECG aos distúrbios eletrolíticos e aos medicamentos. A capacidade de identificar rapidamente a hipercalemia no ECG e correlacioná-la com a medicação do paciente pode ser decisiva para prevenir arritmias graves e óbito. O manejo envolve a suspensão do agente causador e medidas para reduzir o potássio, como uso de cálcio para estabilizar o miocárdio, insulina com glicose, beta-agonistas ou resinas de troca.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais eletrocardiográficos da hipercalemia?

Os sinais eletrocardiográficos da hipercalemia incluem onda T apiculada e estreita, prolongamento do intervalo PR, achatamento ou ausência da onda P, alargamento do QRS e, em casos graves, padrão sinusoidal ou assistolia.

Como o Captopril pode causar hipercalemia?

O Captopril é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) que bloqueia a produção de aldosterona. A aldosterona normalmente promove a excreção de potássio nos rins, então sua inibição leva à retenção de potássio e, consequentemente, à hipercalemia.

Quais outras condições ou medicamentos podem causar hipercalemia?

Além dos IECAs, a hipercalemia pode ser causada por insuficiência renal, diuréticos poupadores de potássio (ex: espironolactona), trimetoprim, AINEs, rabdomiólise, hemólise e acidose metabólica.

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