PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Observe os eletrocardiogramas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Hipercalemia no ECG: Onda T apiculada → QRS alargado → P achatada/ausente → Bloqueio AV → FV/Assistolia.
A hipercalemia causa alterações progressivas no ECG, começando com ondas T apiculadas e simétricas, progredindo para alargamento do complexo QRS, achatamento ou desaparecimento da onda P, e bloqueios atrioventriculares, podendo culminar em fibrilação ventricular ou assistolia. Essas alterações são cruciais para o diagnóstico e manejo de emergência.
A hipercalemia é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente em pacientes com doença renal crônica, e pode ter consequências cardíacas graves. A identificação das alterações eletrocardiográficas é crucial para o diagnóstico e manejo de emergência, pois o ECG reflete diretamente o impacto do potássio na excitabilidade miocárdica. Residentes devem dominar a interpretação dessas alterações para evitar desfechos fatais. As alterações no ECG na hipercalemia são progressivas e dependem do nível sérico de potássio. Inicialmente, observa-se o aparecimento de ondas T apiculadas, altas e simétricas. Com a elevação adicional do potássio, ocorre o alargamento do complexo QRS, achatamento e desaparecimento da onda P, e prolongamento do intervalo PR. Em níveis muito elevados, podem surgir bloqueios atrioventriculares, bradicardia sinusal, e arritmias ventriculares graves como taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e assistolia. O manejo da hipercalemia é uma emergência médica. Inclui a estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio, a redistribuição do potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas, bicarbonato de sódio) e a remoção do potássio do corpo (diuréticos, resinas de troca iônica, diálise). A monitorização contínua do ECG é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e identificar a progressão das arritmias.
As alterações mais precoces da hipercalemia no ECG são as ondas T apiculadas, altas e simétricas, especialmente nas derivações precordiais. Elas refletem o aumento da repolarização ventricular.
Com o aumento da hipercalemia, o complexo QRS se alarga progressivamente devido ao retardo da condução intraventricular. A onda P pode se tornar achatada e, eventualmente, desaparecer, indicando um retardo na condução atrial.
A hipercalemia grave pode levar a bloqueios atrioventriculares de alto grau, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e, finalmente, assistolia. A progressão é rápida e exige intervenção imediata.
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