SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Homem, 55 anos, hipertenso, morador de rua, deu entrada no serviço de emergência por queixa de náuseas, vômitos, fraqueza e dispneia. Na admissão realizou o eletrocardiograma abaixo (VER IMAGEM). A alteração encontrada no eletrocardiograma é compatível com:
Hipercalemia grave → ECG: Onda T apiculada, PR prolongado, QRS alargado, P achatada. Risco de arritmias fatais.
A hipercalemia é uma emergência médica que pode levar a arritmias cardíacas fatais. As alterações eletrocardiográficas são cruciais para o diagnóstico e estratificação de risco, incluindo ondas T apiculadas e estreitas, prolongamento do intervalo PR, alargamento do complexo QRS e, em casos graves, desaparecimento da onda P e padrão de onda sinusoidal.
A hipercalemia, definida como níveis séricos de potássio acima de 5,0-5,5 mEq/L, é uma emergência eletrolítica que pode ter consequências cardíacas graves, incluindo arritmias fatais. Sua importância clínica reside na capacidade de desestabilizar o potencial de membrana das células cardíacas, alterando a condução elétrica e a contratilidade. É crucial reconhecer rapidamente essa condição, especialmente em pacientes com fatores de risco como insuficiência renal, uso de certos medicamentos ou condições que causam lise celular. A fisiopatologia da hipercalemia envolve um desequilíbrio entre a ingestão, distribuição e excreção de potássio. O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, mas o eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta vital para avaliar a gravidade e o risco de arritmias. As alterações no ECG progridem tipicamente de ondas T apiculadas e estreitas, para prolongamento do PR, achatamento da onda P, alargamento do QRS e, finalmente, um padrão de onda sinusoidal que indica iminência de parada cardíaca. O tratamento da hipercalemia é multifacetado e depende da gravidade e das alterações no ECG. Inclui a estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio para proteger o coração, o deslocamento do potássio para o compartimento intracelular (com insulina e glicose, ou beta-agonistas) e a remoção do potássio do corpo (com diuréticos de alça, resinas de troca iônica ou diálise). O manejo rápido e adequado é fundamental para prevenir desfechos adversos.
As alterações clássicas no ECG da hipercalemia incluem ondas T apiculadas e estreitas, prolongamento do intervalo PR, achatamento ou desaparecimento da onda P, alargamento do complexo QRS e, em casos muito graves, um padrão de onda sinusoidal que precede a assistolia.
A conduta inicial para hipercalemia com alterações no ECG é a estabilização da membrana miocárdica com gluconato de cálcio, seguida por medidas para deslocar o potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas) e remover o potássio do corpo (diuréticos, resinas, diálise).
As principais causas de hipercalemia incluem insuficiência renal aguda ou crônica, uso de medicamentos como inibidores da ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina, diuréticos poupadores de potássio e AINEs, acidose metabólica, rabdomiólise e hemólise.
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