UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar que a melhor correlação entre os eletrocardiogramas observados a seguir e a mais provável condição apresentada pelo paciente é:
T apiculada = Hiper K; Onda U/Achatamento T = Hipocalemia; Onda J (Osborn) = Hipotermia.
Alterações eletrolíticas e térmicas produzem padrões clássicos no ECG: a hipercalemia gera ondas T em tenda, a hipocalemia gera ondas U e a hipotermia produz a onda J de Osborn.
O reconhecimento de padrões eletrocardiográficos em distúrbios metabólicos é vital na emergência. A hipercalemia é a alteração eletrolítica mais perigosa, exigindo estabilização imediata da membrana miocárdica com gluconato de cálcio se houver alterações no QRS. A hipocalemia, embora menos propensa a causar parada súbita imediata, predispõe a arritmias graves como Torsades de Pointes, especialmente se associada a hipomagnesemia. Já a hipotermia altera a condução elétrica global, e a onda de Osborn serve como um marcador diagnóstico importante em pacientes encontrados desacordados em ambientes frios.
Inicialmente ocorre o apiculamento da onda T (em tenda). Com o aumento dos níveis de potássio, há achatamento da onda P, prolongamento do intervalo PR e, finalmente, alargamento do complexo QRS, podendo evoluir para um padrão sinusoidal e assistolia.
A onda de Osborn (ou onda J) é uma deflexão positiva na junção entre o complexo QRS e o segmento ST. É característica da hipotermia sistêmica, tornando-se mais proeminente à medida que a temperatura corporal central diminui.
A hipocalemia causa depressão do segmento ST, diminuição da amplitude da onda T e aparecimento de uma onda U proeminente. Isso pode dar a falsa impressão de um intervalo QT prolongado, quando na verdade é o intervalo QU.
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