AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Qual das seguintes alterações eletrocardiográficas está associada à hipercalemia aguda?
Hipercalemia aguda → Onda T apiculada, prolongamento PR, achatamento onda P, alargamento QRS, FV, assistolia.
A hipercalemia aguda causa uma sequência de alterações no ECG, começando com ondas T apiculadas e estreitas, progredindo para prolongamento do intervalo PR, achatamento da onda P e, finalmente, alargamento do complexo QRS, que pode levar a um padrão sinusoidal, fibrilação ventricular ou assistolia, indicando gravidade e risco iminente de parada cardíaca.
A hipercalemia aguda é uma emergência médica que pode levar a arritmias cardíacas fatais. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta diagnóstica rápida e essencial para avaliar a gravidade e guiar o tratamento. As alterações eletrocardiográficas na hipercalemia são progressivas e correlacionam-se com os níveis séricos de potássio, embora a correlação não seja absoluta, e a presença de sintomas ou alterações no ECG exige tratamento imediato. As manifestações no ECG começam com ondas T apiculadas, altas e estreitas, devido à repolarização ventricular acelerada. Com o aumento dos níveis de potássio, observa-se o prolongamento do intervalo PR e o achatamento ou desaparecimento da onda P, refletindo um atraso na condução atrial. Em níveis mais elevados, ocorre o alargamento do complexo QRS, indicando um atraso na condução intraventricular, o que pode levar a um padrão sinusoidal, fibrilação ventricular e, finalmente, assistolia. O alargamento do QRS é um sinal de alerta máximo, indicando hipercalemia grave e risco iminente de parada cardíaca. O manejo da hipercalemia com alterações no ECG inclui a estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio, seguido por medidas para deslocar o potássio para o intracelular (insulina com glicose, beta-agonistas) e para remover o potássio do corpo (diuréticos, resinas de troca iônica, diálise). Residentes devem ser capazes de reconhecer rapidamente essas alterações no ECG para iniciar o tratamento salvador de vidas.
As primeiras alterações da hipercalemia no ECG são as ondas T apiculadas, altas e estreitas, especialmente nas derivações precordiais. Isso reflete um repolarização ventricular mais rápida.
O alargamento do QRS indica um atraso na condução intraventricular, refletindo um efeito mais grave do potássio elevado na despolarização miocárdica. É um sinal de hipercalemia grave e preditor de arritmias ventriculares malignas, como fibrilação ventricular ou assistolia.
Além das ondas T apiculadas e alargamento do QRS, a hipercalemia pode causar prolongamento do intervalo PR, achatamento ou desaparecimento da onda P, e em casos extremos, um padrão sinusoidal que precede a parada cardíaca.
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