HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Homem portador de hipertensão arterial sistêmica e doença renal crônica, em fase pré-dialética, apresenta em exame de rotina, uréia 98mg/dl, creatinina de 3 mg/dl e K 6,3mEq/L. Ao exame com PA 145/95mmHg e FC 110bpm, sem outras alterações. Com base no caso, qual exame deve ser a conduta deve ser complementar à avaliação?
Hipercalemia grave (K > 6,0) → risco de arritmias cardíacas → ECG urgente para avaliar cardiotoxicidade.
A hipercalemia (K 6,3 mEq/L) é uma emergência médica devido ao risco de arritmias cardíacas fatais. O eletrocardiograma (ECG) é essencial para avaliar a presença e gravidade da cardiotoxicidade e guiar a conduta.
A hipercalemia, definida como potássio sérico > 5,5 mEq/L, é uma complicação comum em pacientes com doença renal crônica (DRC), especialmente em fases avançadas. É uma emergência médica devido ao seu potencial de causar arritmias cardíacas fatais. A avaliação rápida e a intervenção são cruciais para residentes. A fisiopatologia da hipercalemia envolve a alteração do potencial de repouso da membrana celular, afetando a excitabilidade de células cardíacas e neuromusculares. No coração, isso leva a um retardo na condução e repolarização, manifestando-se no eletrocardiograma (ECG). As alterações no ECG são o indicador mais importante da gravidade da hipercalemia e do risco de arritmias. O tratamento da hipercalemia visa estabilizar a membrana cardíaca (com gluconato de cálcio), deslocar o potássio para o compartimento intracelular (com insulina e glicose, beta-agonistas) e remover o potássio do corpo (com diuréticos de alça, resinas de troca iônica ou diálise em casos graves). O ECG é o exame complementar essencial para guiar a urgência e a agressividade do tratamento.
As alterações do ECG na hipercalemia progridem de ondas T apiculadas e estreitamento do QRS, para prolongamento do intervalo PR, achatamento da onda P, alargamento progressivo do QRS e, finalmente, padrão sinusoidal que pode evoluir para fibrilação ventricular ou assistolia.
A hipercalemia é uma emergência médica devido ao seu potencial de causar arritmias cardíacas graves e fatais, como fibrilação ventricular e assistolia, que resultam da desestabilização do potencial de membrana dos miócitos cardíacos.
A conduta inicial para hipercalemia grave com alterações no ECG é a estabilização da membrana cardíaca com gluconato de cálcio IV. Em seguida, medidas para deslocar o potássio para o intracelular (insulina + glicose, beta-agonistas) e remover potássio do corpo (diuréticos, resinas, diálise).
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