AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Você está de plantão e foi chamado para verificar os exames que ficaram prontos. O paciente do leito 114 apresenta uma hipercalemia aguda. O R2 que estava de plantão solicitou um eletrocardiograma. Qual alteração eletrocardiográfica pode estar associada à hipercalemia?
Hipercalemia → ECG: onda T apiculada, prolongamento PR, alargamento QRS, bradicardia → FV.
A hipercalemia aguda causa alterações progressivas no ECG, começando com ondas T apiculadas e estreitas, progredindo para prolongamento do intervalo PR, achatamento da onda P, e o mais grave, alargamento do complexo QRS, que pode levar a bradicardia, ritmos juncionais e, finalmente, fibrilação ventricular ou assistolia.
A hipercalemia é uma emergência médica caracterizada por níveis séricos elevados de potássio, que podem ter efeitos profundos e potencialmente fatais no sistema cardiovascular. O potássio é crucial para o potencial de membrana em repouso e a repolarização celular, e seu excesso altera a excitabilidade miocárdica, levando a um espectro de alterações eletrocardiográficas. As alterações no eletrocardiograma (ECG) são progressivas e correlacionam-se com a gravidade da hipercalemia. As primeiras manifestações são as ondas T apiculadas, altas e estreitas, que refletem uma repolarização ventricular acelerada. Com o aumento dos níveis de potássio, observa-se o prolongamento do intervalo PR e o achatamento ou desaparecimento da onda P, indicando um retardo na condução atrial. A alteração mais preocupante e que indica hipercalemia grave é o alargamento progressivo do complexo QRS, que reflete uma condução intraventricular lentificada. Em níveis muito elevados, o QRS pode se fundir com a onda T, formando uma onda sinusoidal, um prenúncio de arritmias ventriculares fatais, como fibrilação ventricular ou assistolia. O reconhecimento rápido dessas alterações no ECG é vital para o manejo imediato da hipercalemia e prevenção de eventos cardíacos adversos.
As primeiras alterações são as ondas T apiculadas, altas e estreitas, especialmente nas derivações precordiais, que refletem uma repolarização ventricular mais rápida.
O alargamento do complexo QRS ocorre devido à diminuição da velocidade de condução intraventricular causada pela hipercalemia, que afeta a despolarização das células miocárdicas.
As alterações mais graves incluem o alargamento progressivo do QRS, achatamento ou desaparecimento da onda P, prolongamento do intervalo PR, e, em casos extremos, a fusão do QRS com a onda T (onda sinusoidal), que precede arritmias fatais como fibrilação ventricular ou assistolia.
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