Hipercalemia: Medidas para Retirada de Potássio

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 65 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, em acompanhamento irregular por doença renal crônica em tratamento conservador, é atendido às pressas em função de agudização de sua doença de base. Não está urêmico, mas se encontra acidótico e hipercalêmico. São instituídas medidas farmacológicas para controlar a acidose metabólica e a hipercalemia. Entre as medidas elencadas a seguir, aquela voltada à retirada de potássio do organismo é:

Alternativas

  1. A) Gluconato de cálcio.
  2. B) Glicoinsulinoterapia.
  3. C) Resina de troca catiônica.
  4. D) Beta₂-agonista adrenérgico.

Pérola Clínica

Hipercalemia grave → Resina de troca catiônica (Poliestirenossulfonato) remove potássio do organismo.

Resumo-Chave

Em casos de hipercalemia, o gluconato de cálcio estabiliza a membrana cardíaca, e a glicoinsulinoterapia e beta₂-agonistas promovem o influxo de potássio para o intracelular. No entanto, a resina de troca catiônica (como o poliestirenossulfonato de cálcio) é a única medida farmacológica que remove ativamente o potássio do organismo, sendo crucial para o tratamento definitivo.

Contexto Educacional

A hipercalemia é uma emergência médica comum, especialmente em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC), como o caso apresentado. O potássio elevado pode levar a arritmias cardíacas fatais, sendo crucial um manejo rápido e eficaz. O tratamento da hipercalemia envolve três pilares: estabilização da membrana cardíaca, redistribuição do potássio para o compartimento intracelular e remoção do potássio do organismo. As medidas de estabilização da membrana cardíaca são realizadas com gluconato de cálcio, que não altera os níveis séricos de potássio, mas protege o miocárdio. A redistribuição do potássio para o intracelular é obtida com glicoinsulinoterapia (insulina com glicose para evitar hipoglicemia) e/ou beta₂-agonistas (como salbutamol), que promovem a entrada de potássio nas células. Essas medidas são rápidas, mas temporárias. Para a remoção efetiva do potássio do organismo, as opções incluem diuréticos de alça (se houver função renal residual), diálise (em casos graves ou refratários) e, como na alternativa correta, as resinas de troca catiônica. O poliestirenossulfonato de cálcio (Kayexalate, Sorbisterit) atua no trato gastrointestinal, trocando potássio por cálcio (ou sódio), e o potássio é então excretado nas fezes. É uma medida mais lenta, mas fundamental para o tratamento definitivo da hipercalemia.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação da resina de troca catiônica na hipercalemia?

A resina de troca catiônica, como o poliestirenossulfonato de cálcio, atua no trato gastrointestinal trocando íons cálcio (ou sódio) por potássio, que é então excretado nas fezes, promovendo a remoção efetiva do potássio do organismo.

Quais são as medidas iniciais para estabilizar a hipercalemia grave?

As medidas iniciais incluem gluconato de cálcio para estabilizar a membrana miocárdica e prevenir arritmias, seguido por glicoinsulinoterapia e/ou beta₂-agonistas para promover o deslocamento do potássio para o intracelular.

Quando a diálise é indicada para o tratamento da hipercalemia?

A diálise é indicada em casos de hipercalemia refratária às medidas farmacológicas, em pacientes com doença renal crônica avançada ou insuficiência renal aguda grave, sendo a forma mais eficaz de remover potássio rapidamente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo