FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
A hipercalciúria em crianças, na vigência de normocalcemia e sob dieta habitual, é definida como a excreção urinária de cálcio maior do que
Hipercalciúria em crianças (normocalcemia) = cálcio urinário > 4 mg/kg/24h.
A hipercalciúria idiopática é uma causa comum de hematúria e nefrolitíase em crianças. O diagnóstico é estabelecido pela excreção urinária de cálcio acima de 4 mg/kg/24 horas em duas amostras, na vigência de normocalcemia e dieta habitual.
A hipercalciúria idiopática é uma condição metabólica comum na pediatria, caracterizada pelo aumento da excreção urinária de cálcio na presença de níveis séricos de cálcio normais. Sua prevalência varia, mas é uma causa significativa de hematúria e nefrolitíase em crianças, sendo fundamental para o residente reconhecer seus critérios diagnósticos. A fisiopatologia envolve principalmente a absorção intestinal aumentada de cálcio, reabsorção tubular renal diminuída ou ambas. O diagnóstico é confirmado pela coleta de urina de 24 horas, onde valores acima de 4 mg/kg/24 horas são considerados anormais. É crucial diferenciar de outras causas de hipercalciúria secundária, como hiperparatireoidismo ou uso de medicamentos. O manejo da hipercalciúria idiopática visa reduzir a excreção de cálcio e prevenir suas complicações. As intervenções incluem modificações dietéticas, como a redução do consumo de sódio e proteínas animais, e o aumento da ingestão de líquidos. Em casos mais graves ou refratários, diuréticos tiazídicos podem ser empregados para aumentar a reabsorção tubular de cálcio. O acompanhamento regular é essencial para monitorar a função renal e a densidade óssea.
A hipercalciúria em crianças pode ser assintomática ou manifestar-se com hematúria macro ou microscópica, dor abdominal, disúria e, em casos mais graves, nefrolitíase e infecções urinárias recorrentes.
O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações a longo prazo como nefrolitíase, nefrocalcinose, osteopenia e, em casos raros, insuficiência renal crônica.
O tratamento inicial envolve medidas dietéticas, como restrição de sódio e proteínas animais, aumento da ingestão hídrica e, em casos refratários ou com complicações, o uso de diuréticos tiazídicos.
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