SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Em um paciente com litíase renal de repetição comprovadamente causada por hipercalciúria, a medicação adequada é a:
Hipercalciúria + Litíase de repetição → Diurético Tiazídico (ex: Clortalidona).
Os diuréticos tiazídicos aumentam a reabsorção de cálcio no túbulo contorcido distal, reduzindo a carga de cálcio na urina e prevenindo a formação de novos cálculos.
A hipercalciúria idiopática é a alteração metabólica mais comum em formadores de cálculos de cálcio. O manejo clínico foca na redução da supersaturação urinária. Os tiazídicos, como a clortalidona e a hidroclorotiazida, são a pedra angular do tratamento farmacológico quando as mudanças dietéticas (especialmente a redução de sódio) não são suficientes. É crucial entender que a restrição dietética de cálcio é contraindicada, pois aumenta a absorção intestinal de oxalato, elevando o risco de cálculos de oxalato de cálcio e prejudicando a densidade mineral óssea. O uso de tiazídicos, portanto, oferece o benefício duplo de prevenir a litíase e proteger a massa óssea ao reduzir a perda urinária de cálcio.
Eles agem no túbulo contorcido distal inibindo o transportador Na-Cl, o que indiretamente estimula a reabsorção de cálcio para o sangue, diminuindo a concentração de cálcio na urina (hipocalciúria induzida).
Os tiazídicos (clortalidona, hidroclorotiazida) 'poupam' cálcio, reduzindo sua excreção. Os diuréticos de alça (furosemida) aumentam a excreção de cálcio, sendo usados no tratamento de hipercalcemia aguda, mas contraindicados na litíase por hipercalciúria.
Além dos tiazídicos, recomenda-se alta ingestão hídrica, restrição de sódio (que reduz a excreção de cálcio) e ingestão normal de cálcio dietético (não deve ser restrito).
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