INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022
Dentre as emergências oncológicas, uma das mais comumente manejadas pelo médico generalista é a hipercalcemia associada à malignidade. O mecanismo fisiopatológico mais comum em tumores sólidos não metastáticos é:
Hipercalcemia da malignidade em tumores sólidos não metastáticos → produção de PTHrp.
A hipercalcemia associada à malignidade é uma emergência oncológica comum. Em tumores sólidos sem metástases ósseas extensas, o mecanismo mais frequente é a secreção de PTHrp, que mimetiza a ação do PTH, aumentando a reabsorção óssea e a reabsorção tubular de cálcio.
A hipercalcemia da malignidade (HCM) é uma das emergências oncológicas mais frequentes, afetando cerca de 10-30% dos pacientes com câncer. Sua importância clínica reside na morbidade significativa que causa, incluindo sintomas neurológicos, renais e cardíacos, e na necessidade de manejo rápido para evitar complicações graves. É um marcador de doença avançada e pode impactar a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia da HCM é complexa, mas o mecanismo mais comum em tumores sólidos, especialmente carcinomas de células escamosas, mama e rim, é a produção da proteína relacionada ao paratormônio (PTHrp). A PTHrp mimetiza a ação do PTH, ligando-se aos seus receptores e promovendo a reabsorção óssea e renal de cálcio, sem a supressão do PTH endógeno. Outros mecanismos incluem metástases ósseas líticas e, mais raramente, produção de calcitriol. O diagnóstico da HCM baseia-se nos níveis séricos de cálcio corrigido para albumina. O tratamento envolve hidratação vigorosa com soro fisiológico, bifosfonatos (como pamidronato ou ácido zoledrônico) para inibir a reabsorção óssea, e em casos refratários, calcitonina ou denosumabe. O manejo eficaz da HCM é crucial para o bem-estar do paciente e a preparação para provas de residência exige o conhecimento detalhado dos mecanismos e abordagens terapêuticas.
O principal mecanismo é a produção e secreção da proteína relacionada ao paratormônio (PTHrp) pelas células tumorais, que age de forma semelhante ao PTH, elevando os níveis de cálcio sérico.
A PTHrp se liga aos receptores de PTH nos ossos e rins, estimulando a reabsorção óssea de cálcio e aumentando a reabsorção tubular renal de cálcio, resultando em hipercalcemia.
Outras causas incluem metástases ósseas diretas com liberação de citocinas osteolíticas, produção ectópica de calcitriol (vitamina D) por linfomas e, raramente, produção de PTH verdadeiro.
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