Hipercalcemia da Malignidade: Diagnóstico e Manejo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 55 anos, é levada ao pronto atendimento com história de náusea, vômitos, confusão mental com desorientação têmporo-espacial, poliúria e fraqueza generalizada há 2 dias. Paciente tem diagnóstico de câncer de mama avançado, em tratamento com exemestano (hormonioterapia). Não apresenta outros antecedentes mórbidos. A hipótese diagnóstica mais provável é de

Alternativas

  1. A) secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH).
  2. B) hipertoxicidade da hormonioterapia.
  3. C) hipercalcemia da malignidade.
  4. D) acidente vascular cerebral hemorrágico.
  5. E) síndrome de lise tumoral.

Pérola Clínica

Câncer + náusea, vômito, confusão, poliúria, fraqueza → Hipercalcemia da malignidade.

Resumo-Chave

A hipercalcemia da malignidade é uma complicação comum em pacientes com câncer avançado, especialmente de mama, devido à produção de PTHrP ou metástases ósseas. Os sintomas são inespecíficos e podem mimetizar outras condições, exigindo alta suspeição.

Contexto Educacional

A hipercalcemia da malignidade é uma das emergências oncológicas mais frequentes, afetando até 30% dos pacientes com câncer em algum momento da doença, especialmente aqueles com tumores de mama, pulmão, mieloma múltiplo e carcinoma de células escamosas. É crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas inespecíficos, que podem variar de fadiga e poliúria a confusão mental e coma, para um diagnóstico e manejo precoces. A fisiopatologia envolve principalmente a produção tumoral de peptídeo relacionado ao paratormônio (PTHrP), que mimetiza a ação do PTH nos rins e ossos, ou a lise óssea direta por metástases. O diagnóstico é laboratorial, com cálcio sérico total corrigido ou cálcio iônico elevado. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes oncológicos com sintomas neurológicos, gastrointestinais ou renais. O tratamento inicial consiste em hidratação vigorosa com soro fisiológico 0,9% para aumentar a excreção renal de cálcio. Em seguida, bifosfonatos intravenosos são administrados para inibir a reabsorção óssea. Em casos refratários ou muito graves, calcitonina ou diálise podem ser consideradas. O manejo adequado é vital para prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da hipercalcemia da malignidade?

Náusea, vômitos, poliúria, fraqueza, confusão mental e desorientação são sintomas comuns, refletindo o impacto do cálcio elevado em múltiplos sistemas.

Qual a fisiopatologia da hipercalcemia em pacientes com câncer?

Geralmente ocorre pela produção de PTHrP (peptídeo relacionado ao paratormônio) por células tumorais, ou por metástases ósseas que causam lise óssea e liberação de cálcio.

Qual a conduta inicial para hipercalcemia grave da malignidade?

A hidratação venosa vigorosa com soro fisiológico 0,9% é a primeira medida, seguida por bifosfonatos como pamidronato ou ácido zoledrônico para inibir a reabsorção óssea.

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