CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Alguns tumores sólidos podem secretar a proteína relacionada ao hormônio da paratireoide (PTHrT). O distúrbio hidroeletrolítico encontrado é:
PTHrP secretada por tumores → hipercalcemia de malignidade, a causa mais comum de hipercalcemia em pacientes com câncer.
A proteína relacionada ao hormônio da paratireoide (PTHrP) é um peptídeo produzido por diversos tumores sólidos, mimetizando a ação do PTH e causando hipercalcemia. É a causa mais comum de hipercalcemia em pacientes com câncer, sendo crucial o diagnóstico e manejo.
A hipercalcemia de malignidade é uma das síndromes paraneoplásicas mais comuns, afetando até 30% dos pacientes com câncer avançado. É um distúrbio hidroeletrolítico grave que pode levar a complicações renais, neurológicas e cardíacas, sendo um marcador de mau prognóstico e exigindo reconhecimento e tratamento rápidos. Sua fisiopatologia mais comum envolve a secreção tumoral da proteína relacionada ao hormônio da paratireoide (PTHrP), que mimetiza a ação do PTH, aumentando a reabsorção óssea e renal de cálcio. O diagnóstico é feito pela elevação do cálcio sérico, com PTH intacto suprimido. Outras causas incluem metástases ósseas e produção de calcitriol. O tratamento visa reduzir o cálcio sérico e inclui hidratação vigorosa, diuréticos de alça (após hidratação), bifosfonatos (como pamidronato ou ácido zoledrônico) e, em casos refratários, calcitonina ou denosumabe. O manejo da hipercalcemia é fundamental para melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações agudas em pacientes oncológicos.
Carcinomas de células escamosas (pulmão, esôfago), mama, rim e bexiga são os tumores mais frequentemente associados à secreção de PTHrP e hipercalcemia de malignidade.
A PTHrP age nos receptores de PTH nos ossos e rins, aumentando a reabsorção óssea e a reabsorção tubular de cálcio, resultando em elevação do cálcio sérico e hipercalcemia.
A dosagem de PTH intacto é crucial; estará suprimido na hipercalcemia por PTHrP e elevado ou inapropriadamente normal no hiperparatireoidismo primário, auxiliando no diagnóstico diferencial.
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