FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Com relação à hipercalcemia, é INCORRETO afirmar que:
Síndrome de lise tumoral (SLT) ≠ Síndrome de polipose. SLT é lise celular pós-quimio, liberando K, P, ácido úrico.
A alternativa A descreve a Síndrome de Lise Tumoral (SLT), não a 'síndrome de polipose'. A SLT é uma emergência oncológica caracterizada pela rápida liberação de conteúdo intracelular (potássio, fosfato, ácido úrico) após a destruição de células tumorais, geralmente induzida por quimioterapia, e não está diretamente relacionada à hipercalcemia como causa primária.
A hipercalcemia é uma complicação metabólica comum em pacientes com câncer, sendo a hipercalcemia da malignidade (HCM) uma das emergências oncológicas mais frequentes. Ela é vista principalmente em mieloma múltiplo e tumores sólidos como mama, pulmão, rim e cabeça e pescoço, e é um sinal de mau prognóstico. O mecanismo mais comum é a produção de peptídeo relacionado ao paratormônio (PTHrp) ou metástases ósseas. A Síndrome de Lise Tumoral (SLT), por outro lado, é uma emergência oncológica distinta. Ela resulta da lise celular acelerada, com consequente liberação de conteúdo intracelular (potássio, fosfato e ácido úrico) que ocorre mais frequentemente após o início de tratamento antineoplásico, como a quimioterapia. A SLT cursa com hiperuricemia, hipercalemia e hiperfosfatemia, podendo levar a insuficiência renal aguda, mas não é primariamente uma causa de hipercalcemia. O tratamento da hipercalcemia envolve hidratação vigorosa, diuréticos de alça (após reidratação) e bisfosfonatos, que são eficazes na maioria dos casos. Corticoides são mais úteis em neoplasias hematológicas, como o mieloma múltiplo. Para a profilaxia da SLT, alopurinol e rasburicase são usados para reduzir a hiperuricemia, prevenindo a nefropatia por urato.
A hipercalcemia da malignidade é o aumento do cálcio sérico, geralmente por PTHrp ou metástases ósseas. A síndrome de lise tumoral (SLT) é a liberação maciça de conteúdo intracelular (potássio, fosfato, ácido úrico) após destruição tumoral, levando a hipercalemia, hiperfosfatemia e hiperuricemia, não primariamente hipercalcemia.
O tratamento da hipercalcemia grave inclui hidratação vigorosa com soro fisiológico, diuréticos de alça (como furosemida, após hidratação), bisfosfonatos (como pamidronato ou ácido zoledrônico) para inibir a reabsorção óssea, e, em casos específicos, calcitonina ou corticoides.
A profilaxia da SLT é indicada em pacientes com tumores de alta carga e alta taxa de proliferação (ex: linfomas de Burkitt, leucemias agudas) antes e durante a quimioterapia. As medicações utilizadas, como alopurinol e rasburicase, visam reduzir a hiperuricemia.
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