UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Uma mulher de 48 anos com câncer de mama em espera para iniciar tratamento quimioterápico chega ao pronto socorro com quadro de confusão mental, constipação intestinal, câimbras, dores ósseas, poliúria, polidipsia, bradicardia e encurtamento do QT no ECG. O diagnóstico mais provável é:
Câncer + confusão, constipação, poliúria, dores ósseas, QT curto → Hipercalcemia maligna.
A hipercalcemia maligna é uma emergência oncológica comum, especialmente em pacientes com câncer de mama e metástases ósseas. Os sintomas são inespecíficos e variados, incluindo alterações neurológicas, gastrointestinais, renais e cardíacas, sendo o encurtamento do intervalo QT no ECG um achado clássico.
A hipercalcemia maligna é uma das emergências metabólicas mais comuns em pacientes com câncer, afetando até 30% dos pacientes em algum momento da doença. É particularmente prevalente em cânceres com metástases ósseas, como o de mama, mieloma múltiplo e câncer de pulmão. Sua importância clínica reside na morbidade significativa e no impacto negativo na qualidade de vida e prognóstico. A fisiopatologia envolve principalmente a reabsorção óssea aumentada (por metástases ou fatores humorais como PTHrP) e, em menor grau, a produção ectópica de vitamina D. Os sintomas são amplos e inespecíficos, afetando múltiplos sistemas: neurológico (confusão, letargia), gastrointestinal (constipação, náuseas), renal (poliúria, polidipsia) e cardiovascular (bradicardia, encurtamento do QT). O diagnóstico é feito pela dosagem sérica de cálcio total corrigido ou cálcio iônico. O tratamento inicial visa a hidratação vigorosa com soro fisiológico, seguida por bifosfonatos para inibir a reabsorção óssea. Em casos refratários, outras terapias como calcitonina ou diálise podem ser necessárias. O prognóstico depende da doença de base e da resposta ao tratamento da hipercalcemia.
Os sintomas incluem fadiga, confusão mental, letargia, constipação, náuseas, vômitos, poliúria, polidipsia, dores ósseas e, em casos graves, arritmias cardíacas e coma.
O câncer de mama pode causar hipercalcemia principalmente através de metástases ósseas, que levam à liberação de cálcio dos ossos, ou pela produção de peptídeo relacionado ao paratormônio (PTHrP).
No eletrocardiograma, a hipercalcemia tipicamente causa encurtamento do intervalo QT, podendo levar a bradicardia e, em casos graves, arritmias ventriculares.
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