FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Sobre a hipercalcemia humoral maligna, uma frequente síndrome paraneoplásica, é CORRETO afirmar que:
Hipercalcemia humoral maligna (HHM) → principal causa de hipercalcemia em câncer, mediada por PTHrP, comum em tumores sólidos.
A hipercalcemia humoral maligna é a causa mais comum de hipercalcemia em pacientes com câncer, sendo mediada principalmente pela produção de PTHrP (peptídeo relacionado ao paratormônio) por tumores sólidos. É importante reconhecer os tipos de câncer mais frequentemente associados a essa síndrome paraneoplásica.
A hipercalcemia humoral maligna (HHM) é a síndrome paraneoplásica mais comum, afetando até 30% dos pacientes com câncer em algum momento da doença. É caracterizada por níveis elevados de cálcio sérico, geralmente na ausência de metástases ósseas extensas, e é mediada principalmente pela produção tumoral do peptídeo relacionado ao paratormônio (PTHrP). Este peptídeo mimetiza as ações do PTH no osso e no rim, resultando em aumento da reabsorção óssea e diminuição da excreção renal de cálcio. A HHM é frequentemente associada a tumores sólidos como carcinoma de células escamosas (pulmão, esôfago, cabeça e pescoço, pele), carcinoma de mama, carcinoma renal, carcinoma ovariano e, em menor grau, a alguns linfomas. Os sintomas variam de inespecíficos (fadiga, anorexia) a graves (confusão, coma, arritmias), dependendo do nível e da velocidade de elevação do cálcio. O diagnóstico envolve a dosagem de cálcio sérico (corrigido para albumina), PTH e PTHrP. O tratamento da HHM visa reduzir rapidamente os níveis de cálcio e tratar a doença de base. A hidratação intravenosa com solução salina isotônica é a medida inicial e mais importante. Bisfosfonatos (como pamidronato ou ácido zoledrônico) são a terapia de primeira linha para inibir a reabsorção óssea. Diuréticos de alça podem ser usados após a reidratação para aumentar a excreção de cálcio, mas com cautela para evitar desidratação. Calcitonina pode ter um efeito mais rápido, mas de curta duração. Corticosteroides são úteis em casos de mieloma múltiplo ou linfoma. O tratamento da doença maligna subjacente é fundamental para o controle a longo prazo da hipercalcemia.
O principal mecanismo da hipercalcemia humoral maligna é a produção e secreção do peptídeo relacionado ao paratormônio (PTHrP) pelos tumores, que mimetiza as ações do PTH, levando à reabsorção óssea e reabsorção tubular renal de cálcio.
Os sintomas da hipercalcemia maligna incluem fadiga, fraqueza, náuseas, vômitos, constipação, poliúria, polidipsia, confusão mental, letargia e, em casos graves, coma e arritmias cardíacas.
A conduta inicial envolve hidratação vigorosa com solução salina isotônica para restaurar o volume intravascular e aumentar a excreção renal de cálcio, seguida pela administração de bisfosfonatos para inibir a reabsorção óssea.
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