Hipercalcemia: Causas, Diagnóstico Diferencial e Manejo

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015

Enunciado

Assinale a alternativa INCORRETA quanto à hipercalcemia:

Alternativas

  1. A) O hiperparatireoidismo primário e a hipercalcemia associada à malignidade são responsáveis por cerca de 90% dos casos.
  2. B) A hipercalcemia maligna está associada à produção ectópica de paratormônio pelo tumor e, por isso, encontramos valores elevados de PTH sérico nesta condição clínica.
  3. C) A hipercalcemia decorrente do hiperparatireoidismo é comumente acompanhada de hipofosfatemia sérica.
  4. D) Nas doenças granulomatosas, o mecanismo de hipercalcemia está associado ao aumento da conversão de 25-OH vitamina D em 1,25-(OH)2 vitamina D.
  5. E) O tratamento da hipercalcemia sintomática é baseado em reposição volêmica, diuréticos de alça e bisfosfonato.

Pérola Clínica

Hipercalcemia maligna → PTHrP ↑, PTH sérico ↓ ou normal (não ↑).

Resumo-Chave

A hipercalcemia da malignidade é frequentemente mediada pelo PTHrP, que mimetiza o PTH, mas o PTH endógeno é suprimido. A alternativa B está incorreta porque sugere PTH sérico elevado na hipercalcemia maligna, o que é característico de hiperparatireoidismo primário.

Contexto Educacional

A hipercalcemia é um distúrbio eletrolítico comum, com o hiperparatireoidismo primário e a hipercalcemia associada à malignidade sendo as etiologias mais prevalentes. Compreender a fisiopatologia e o diagnóstico diferencial é crucial para o manejo adequado e para a preparação em provas de residência. A apresentação clínica pode variar de assintomática a quadros graves com sintomas neurológicos, renais e gastrointestinais. A fisiopatologia da hipercalcemia varia conforme a causa. No hiperparatireoidismo primário, há uma produção excessiva e autônoma de PTH, levando ao aumento da reabsorção óssea e renal de cálcio. Já na hipercalcemia da malignidade, o mecanismo mais comum é a produção de PTHrP por tumores, que mimetiza a ação do PTH, mas com PTH sérico suprimido. Outras causas incluem a produção de 1,25-(OH)2 vitamina D em doenças granulomatosas, que aumenta a absorção intestinal de cálcio. O tratamento da hipercalcemia sintomática visa reduzir rapidamente os níveis de cálcio e tratar a causa subjacente. A hidratação com soro fisiológico é a primeira medida, seguida por diuréticos de alça para aumentar a excreção renal de cálcio. Bisfosfonatos são utilizados para inibir a reabsorção óssea, e em casos refratários, calcitonina ou diálise podem ser necessárias. A identificação da etiologia é fundamental para o tratamento definitivo e para evitar recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais as principais causas de hipercalcemia?

As duas causas mais comuns de hipercalcemia são o hiperparatireoidismo primário e a hipercalcemia associada à malignidade, respondendo por cerca de 90% dos casos. Outras causas incluem doenças granulomatosas e intoxicação por vitamina D.

Como diferenciar hipercalcemia por hiperparatireoidismo primário da hipercalcemia da malignidade?

No hiperparatireoidismo primário, o PTH sérico está elevado ou inapropriadamente normal para o nível de cálcio. Na hipercalcemia da malignidade, o PTH sérico geralmente está suprimido, e a elevação do cálcio é frequentemente mediada por PTHrP.

Qual o tratamento inicial da hipercalcemia sintomática?

O tratamento inicial da hipercalcemia sintomática envolve reposição volêmica vigorosa com soro fisiológico, diuréticos de alça (após hidratação adequada) e bisfosfonatos para inibir a reabsorção óssea.

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