HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Com relação ao metabolismo em pacientes cirúrgicos, a hipercalcemia está mais frequentemente relacionada à seguinte situação:
Hipercalcemia em paciente cirúrgico → investigar hiperparatireoidismo primário (adenoma de paratireoide).
O hiperparatireoidismo primário é uma das causas mais comuns de hipercalcemia, especialmente em pacientes ambulatoriais e cirúrgicos que podem necessitar de paratireoidectomia. É caracterizado por níveis elevados de PTH e cálcio sérico.
A hipercalcemia é um distúrbio eletrolítico comum, especialmente relevante em pacientes cirúrgicos devido às suas múltiplas etiologias e implicações no manejo perioperatório. Dentre as causas, o hiperparatireoidismo primário se destaca como uma das mais frequentes, sendo responsável por cerca de 90% dos casos de hipercalcemia em pacientes ambulatoriais. É crucial para o residente saber identificar e investigar essa condição. O hiperparatireoidismo primário é caracterizado pela secreção excessiva e autônoma de paratormônio (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides, geralmente devido a um adenoma solitário (80-85% dos casos), hiperplasia (10-15%) ou, mais raramente, carcinoma. O PTH elevado atua nos ossos, rins e intestino (indiretamente via vitamina D), resultando em aumento da reabsorção óssea, maior reabsorção tubular de cálcio e aumento da absorção intestinal de cálcio, culminando em hipercalcemia. O diagnóstico é feito pela presença de hipercalcemia persistente com níveis elevados ou inapropriadamente normais de PTH. O tratamento definitivo para o hiperparatireoidismo primário sintomático ou com critérios de cirurgia é a paratireoidectomia. Em pacientes cirúrgicos, a hipercalcemia pode exacerbar arritmias cardíacas, alterar a função renal e impactar a recuperação, tornando seu reconhecimento e manejo essenciais.
As duas causas mais comuns de hipercalcemia são o hiperparatireoidismo primário (geralmente por adenoma) e as malignidades (com ou sem metástases ósseas).
No hiperparatireoidismo primário, há uma produção excessiva e autônoma de paratormônio (PTH) pelas glândulas paratireoides, o que leva ao aumento da reabsorção óssea, da reabsorção renal de cálcio e da síntese de vitamina D ativa, elevando os níveis séricos de cálcio.
Os sintomas podem ser inespecíficos e incluem 'ossos, pedras, gemidos e queixas psiquiátricas' (dores ósseas, nefrolitíase, dor abdominal, náuseas, vômitos, letargia, depressão, confusão).
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