UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
São causas de hiperbilirrubinemia indireta, exceto:
Hiperbilirrubinemia direta (colestática) → Atresia de vias biliares; Indireta → Hemólise, fisiológica, leite materno.
A hiperbilirrubinemia é classificada em indireta (não conjugada) e direta (conjugada). Causas pré-hepáticas (hemólise) ou hepáticas por deficiência de conjugação (icterícia fisiológica) elevam a bilirrubina indireta. Causas pós-hepáticas (obstrutivas, como atresia biliar) elevam a bilirrubina direta.
A icterícia, coloração amarelada da pele e mucosas, é uma condição extremamente comum no período neonatal, causada pelo acúmulo de bilirrubina. A correta diferenciação entre as causas de hiperbilirrubinemia indireta (não conjugada) e direta (conjugada) é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, pois refletem processos fisiopatológicos distintos. A hiperbilirrubinemia indireta resulta do acúmulo de bilirrubina antes de sua conjugação no fígado. As causas mais comuns incluem a icterícia fisiológica (imaturidade da enzima UGT), o aumento da carga de bilirrubina por hemólise (incompatibilidade Rh ou ABO), e a icterícia pelo leite materno. Condições como hipotireoidismo e a síndrome de Crigler-Najjar também cursam com defeitos na conjugação. O principal risco da hiperbilirrubinemia indireta elevada é a neurotoxicidade (kernicterus). Por outro lado, a hiperbilirrubinemia direta, ou colestática, ocorre por um defeito na excreção da bilirrubina já conjugada pelo fígado. A atresia de vias biliares é a causa mais importante e grave de colestase neonatal, caracterizada pela obstrução progressiva dos ductos biliares extra-hepáticos. Outras causas incluem hepatites neonatais e doenças metabólicas. O diagnóstico precoce da atresia biliar é crucial, pois a intervenção cirúrgica (portoenterostomia de Kasai) deve ser realizada idealmente antes dos 60 dias de vida para melhorar o prognóstico.
Sinais de alarme incluem icterícia nas primeiras 24 horas de vida, aumento muito rápido dos níveis de bilirrubina (> 5 mg/dL/dia), bilirrubina direta > 2 mg/dL ou > 20% da total, acolia fecal, colúria e icterícia persistente por mais de 2-3 semanas.
A suspeita surge com icterícia colestática (hiperbilirrubinemia direta), acolia fecal e colúria. A conduta inclui dosagem de bilirrubinas, ultrassonografia de abdome e, se a suspeita persistir, cintilografia hepatobiliar ou biópsia hepática. O tratamento é cirúrgico (procedimento de Kasai).
A icterícia fisiológica surge após 24h de vida, tem pico entre o 3º e 5º dia e resolve em até 2 semanas. A icterícia do leite materno geralmente começa mais tarde (final da primeira semana), pode durar até 12 semanas e ocorre em bebês saudáveis em aleitamento materno exclusivo.
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