CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
Das alternativas apresentadas abaixo, qual não faz parte do diagnóstico diferencial de Hiperatividade Simpática Paroxística?
HPS = disautonomia pós-lesão cerebral; Anemia falciforme não é DD.
A Hiperatividade Simpática Paroxística (HPS), também conhecida como tempestade autonômica, é uma síndrome disautonômica que ocorre após lesões cerebrais graves. Seus sintomas (taquicardia, hipertensão, febre, sudorese) podem mimetizar outras condições agudas como fraturas, síndrome de abstinência ou SIRS, mas não a crise de anemia falciforme, que tem fisiopatologia e manifestações distintas.
A Hiperatividade Simpática Paroxística (HPS), também conhecida como tempestade autonômica ou disautonomia pós-lesão cerebral, é uma síndrome complexa que afeta pacientes com lesões cerebrais graves, como traumatismo cranioencefálico, hemorragia subaracnoidea ou anoxia cerebral. Caracteriza-se por episódios paroxísticos de disfunção autonômica, incluindo taquicardia, hipertensão, taquipneia, febre, sudorese profusa e distonia. O diagnóstico diferencial da HPS é amplo e inclui condições que podem mimetizar seus sintomas, como infecções (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica - SIRS), dor (fraturas ósseas), síndrome de abstinência (álcool, benzodiazepínicos) e até mesmo epilepsia autonômica. É crucial diferenciar a HPS dessas condições para evitar tratamentos inadequados e garantir o manejo correto, que geralmente envolve o controle dos sintomas com fármacos como betabloqueadores e benzodiazepínicos. A anemia falciforme, por outro lado, é uma hemoglobinopatia genética que causa crises vaso-oclusivas, anemia hemolítica e disfunção orgânica. Embora possa apresentar febre e dor, sua fisiopatologia e manifestações clínicas são distintas da HPS, não sendo um diagnóstico diferencial direto para a síndrome disautonômica.
Os principais sintomas da HPS incluem taquicardia, hipertensão, taquipneia, febre, sudorese profusa, distonia e posturas anormais, ocorrendo em episódios paroxísticos.
A HPS é mais comumente observada após lesões cerebrais graves, como traumatismo cranioencefálico (TCE), hemorragia subaracnoidea, acidente vascular cerebral (AVC) e anoxia cerebral.
O tratamento inicial da HPS visa controlar os sintomas e inclui o uso de betabloqueadores (ex: propranolol), benzodiazepínicos (ex: midazolam), morfina e bromocriptina, além de identificar e tratar gatilhos.
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