Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021
Os diagnósticos diferenciais no quadro de hiperandrogenismo e o exame laboratorial mais adequado para diagnóstico são, exceto
Hiperandrogenismo: T4 total NÃO é exame diferencial primário; prolactina, DHEA-S, 17-OHP são essenciais.
A dosagem de T4 total é utilizada para avaliar a função tireoidiana, que pode ter sintomas inespecíficos, mas não é um exame laboratorial direto para o diagnóstico diferencial de hiperandrogenismo. Outras condições como hiperprolactinemia, tumores adrenais e HAC são causas diretas e requerem exames específicos.
O hiperandrogenismo é uma condição clínica comum, especialmente em mulheres, caracterizada por excesso de andrógenos, manifestando-se como hirsutismo, acne, alopecia androgenética e irregularidades menstruais. Sua prevalência é alta, sendo a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) a causa mais comum. O diagnóstico diferencial é crucial para direcionar o tratamento adequado e excluir condições mais graves. A investigação diagnóstica do hiperandrogenismo deve ser sistemática. Exames como testosterona total e livre, sulfato de deidroepiandrosterona (DHEA-S) e 17-hidroxiprogesterona (17-OHP) são fundamentais para rastrear tumores adrenais ou ovarianos e hiperplasia adrenal congênita (HAC) não clássica. A dosagem de prolactina também é importante para excluir hiperprolactinemia, que pode mimetizar sintomas. O tratamento depende da etiologia, variando desde manejo sintomático na SOP até cirurgia em casos de tumores. É essencial que residentes compreendam a sequência correta de exames para evitar diagnósticos errôneos e intervenções desnecessárias, garantindo uma abordagem eficaz e segura ao paciente.
Os principais exames incluem testosterona total e livre, DHEA-S, 17-hidroxiprogesterona, prolactina e SHBG, dependendo da suspeita clínica e do quadro clínico do paciente.
A diferenciação envolve a correlação dos níveis hormonais com a clínica, como a elevação de DHEA-S em tumores adrenais ou 17-OHP na hiperplasia adrenal congênita, além de exames de imagem quando indicados.
A dosagem de T4 total avalia a função tireoidiana, que não é uma causa direta de hiperandrogenismo. Embora disfunções tireoidianas possam ter sintomas sobrepostos, não são a investigação inicial para o excesso de andrógenos.
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