FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Mulher de 48 anos, sem doenças conhecidas, procura o clínico da Unidade Básica de Saúde por cefaleia, cãibras e fraqueza muscular, de início há alguns meses. Ao exame físico, apresentava PA 182 x 110 mmHg, frequência cardíaca 78 bpm e retinopatia hipertensiva à oftalmoscopia, sem demais alterações. Solicitados exames laboratoriais, que vieram normais, exceto por hipocalemia moderada e hipernatremia leve. Com base na principal hipótese, o próximo exame a ser solicitado para auxiliar no diagnóstico deve ser:
Hipertensão + hipocalemia + hipernatremia → suspeitar hiperaldosteronismo primário.
A combinação de hipertensão arterial resistente, hipocalemia e hipernatremia em um paciente sem uso de diuréticos é altamente sugestiva de hiperaldosteronismo primário. A relação aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina (RAR) é o teste de triagem inicial mais recomendado para essa condição.
O hiperaldosteronismo primário é uma causa comum de hipertensão secundária, afetando cerca de 5-10% dos hipertensos. É caracterizado pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, levando à retenção de sódio, perda de potássio e supressão da renina. Sua identificação é crucial, pois o tratamento específico pode curar ou melhorar significativamente a hipertensão e prevenir complicações cardiovasculares. A suspeita diagnóstica deve surgir em pacientes com hipertensão resistente, hipertensão com hipocalemia espontânea ou induzida por diuréticos, ou hipertensão em jovens. A triagem inicial é feita pela relação aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina (RAR), que deve ser interpretada com cautela e após preparo adequado do paciente, incluindo suspensão de medicamentos que possam interferir nos resultados. Valores elevados da RAR, especialmente com aldosterona plasmática > 15 ng/dL, sugerem o diagnóstico. Após a triagem positiva, testes confirmatórios (como o teste de sobrecarga salina) são necessários. A diferenciação entre adenoma e hiperplasia adrenal é feita por tomografia computadorizada de abdome e, se necessário, cateterismo de veias adrenais, pois o tratamento (cirurgia para adenoma ou antagonistas de mineralocorticoides para hiperplasia) é distinto.
Os sinais incluem hipertensão arterial, frequentemente resistente, e sintomas como fraqueza muscular, cãibras, poliúria e polidipsia devido à hipocalemia.
O primeiro exame é a dosagem da relação aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina (RAR), que deve ser realizada após preparo adequado do paciente.
As causas mais comuns são o adenoma adrenal produtor de aldosterona (Síndrome de Conn) e a hiperplasia adrenal bilateral idiopática.
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