SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2024
Leia o caso a seguir.Paciente de 45 anos, transplantado renal, começou a apresentar um quadro de hipertensão severa, apesar do uso de vários anti-hipertensivos. Não usa diuréticos. Na investigação, apresentou hipocalemia.A partir do caso apresentado, qual deve ser o próximo exame a ser solicitado, pensando na causa desse distúrbio?
Hipertensão severa + Hipocalemia (sem diuréticos) → suspeitar Hiperaldosteronismo Primário → Relação Aldosterona/Renina.
A combinação de hipertensão severa e hipocalemia em um paciente que não usa diuréticos é altamente sugestiva de hiperaldosteronismo primário. A relação aldosterona/atividade plasmática de renina é o exame de triagem inicial para essa condição.
A hipertensão arterial é uma complicação comum e significativa em pacientes transplantados renais, afetando a sobrevida do enxerto e do paciente. Suas causas são multifatoriais, incluindo o uso de imunossupressores (como tacrolimus e ciclosporina), disfunção do enxerto, estenose da artéria renal do enxerto e a persistência de causas de hipertensão pré-transplante. A investigação de hipertensão secundária é crucial, especialmente quando o controle pressórico é difícil ou há achados atípicos. No caso apresentado, a presença de hipertensão severa e hipocalemia, sem uso de diuréticos, é um forte indicativo de hiperaldosteronismo primário. Esta condição é caracterizada pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, levando à retenção de sódio, perda de potássio e supressão da renina. A hipocalemia é um achado clássico, embora nem sempre presente. A investigação do hiperaldosteronismo primário começa com a triagem através da relação aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina (RAR). Uma RAR elevada, juntamente com níveis de aldosterona plasmática elevados, sugere o diagnóstico. Após a triagem positiva, testes confirmatórios (como o teste de sobrecarga salina) e exames de imagem (tomografia de adrenais) são realizados para identificar a causa (adenoma, hiperplasia). O tratamento pode envolver cirurgia (adrenalectomia) ou antagonistas do receptor de mineralocorticoide, sendo fundamental para o controle da hipertensão e prevenção de complicações cardiovasculares.
Deve-se suspeitar de hiperaldosteronismo primário em pacientes com hipertensão persistente e hipocalemia espontânea (não induzida por diuréticos), hipertensão resistente ao tratamento, ou hipertensão com incidentaloma adrenal. Em transplantados renais, a hipertensão é comum, mas a hipocalemia adiciona um alerta.
O exame inicial de triagem é a relação aldosterona plasmática/atividade plasmática de renina (RAR). Uma RAR elevada, juntamente com níveis de aldosterona plasmática absolutos elevados, sugere o diagnóstico. É importante suspender medicamentos que possam interferir nos resultados antes da coleta.
As causas de hipertensão pós-transplante renal são multifatoriais e incluem: doença renal crônica do enxerto, estenose da artéria renal do enxerto, uso de imunossupressores (como tacrolimus e ciclosporina), recorrência da doença renal original, e causas de hipertensão essencial ou secundária, como o hiperaldosteronismo primário.
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