Hiperaldosteronismo Primário: Achados Clínicos e Laboratoriais

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Diante de um quadro de hiperaldosteronismo primário (Sd. de Conn). Pode-se esperar os seguintes achados:

Alternativas

  1. A) Hipercalemia, Alcalose metabólica e Hipertensão
  2. B) Hipercalemia, Acidose metabólica e Hipertensão
  3. C) Hipocalemia, Alcalose metabólica e Hipertensão
  4. D) Hipocalemia, Acidose metabólica e Hipotensão
  5. E) Hipocalemia, Alcalose metabólica e Hipotensão

Pérola Clínica

Hiperaldosteronismo primário = ↑aldosterona, ↓renina → Hipertensão + Hipocalemia + Alcalose metabólica.

Resumo-Chave

No hiperaldosteronismo primário (Síndrome de Conn), o excesso de aldosterona leva à retenção de sódio e água (causando hipertensão), e à excreção aumentada de potássio e hidrogênio (resultando em hipocalemia e alcalose metabólica).

Contexto Educacional

O hiperaldosteronismo primário, também conhecido como Síndrome de Conn, é uma causa comum de hipertensão arterial secundária, caracterizada pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, independente do sistema renina-angiotensina. É crucial para residentes reconhecerem essa condição, pois é uma forma de hipertensão potencialmente curável ou controlável com tratamento específico, evitando as complicações da hipertensão não tratada. A fisiopatologia do hiperaldosteronismo primário envolve a ação da aldosterona nos túbulos renais, onde promove a reabsorção de sódio e água e a secreção de potássio e íons hidrogênio. Isso leva a um aumento do volume intravascular e, consequentemente, à hipertensão arterial. A perda excessiva de potássio resulta em hipocalemia, que pode causar fraqueza muscular, fadiga e arritmias cardíacas. A secreção de íons hidrogênio leva à alcalose metabólica. A renina plasmática é tipicamente suprimida devido ao feedback negativo do excesso de volume e sódio. O diagnóstico é suspeitado em pacientes com hipertensão e hipocalemia inexplicada, ou hipertensão resistente ao tratamento. A triagem é feita pela relação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática (ARP). A confirmação e localização da fonte (adenoma unilateral vs. hiperplasia bilateral) são realizadas com testes de supressão e exames de imagem (tomografia de abdome, cateterismo de veias adrenais). O tratamento pode ser cirúrgico (adrenalectomia) para adenomas unilaterais ou farmacológico (antagonistas do receptor de mineralocorticoides como espironolactona ou eplerenona) para hiperplasia bilateral.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados laboratoriais no hiperaldosteronismo primário?

Os achados laboratoriais clássicos incluem hipocalemia, alcalose metabólica e uma relação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática (ARP) elevada, com aldosterona plasmática elevada e ARP suprimida.

Por que a hipertensão é uma característica do hiperaldosteronismo primário?

A aldosterona promove a reabsorção de sódio e água nos túbulos renais, levando ao aumento do volume intravascular e, consequentemente, à hipertensão arterial.

Como o hiperaldosteronismo primário causa hipocalemia e alcalose metabólica?

O excesso de aldosterona estimula a secreção de potássio e íons hidrogênio pelos túbulos renais, resultando em perda urinária de potássio (hipocalemia) e de hidrogênio (alcalose metabólica).

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