Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
A hipertensão arterial sistêmica é uma doença prevalente nas sociedades, e aproximadamente 5% dos casos são relacionados a causas identificáveis. Para pesquisa de hiperaldosteronismo primário, os seguintes exames são úteis, exceto:
Hiperaldosteronismo primário: Exames úteis incluem aldosterona, renina e potássio sérico. Catecolaminas urinárias são para feocromocitoma.
Para a investigação de hiperaldosteronismo primário, os exames focam na relação aldosterona/renina e no potássio sérico. As catecolaminas urinárias são utilizadas na investigação de feocromocitoma, que é outra causa de hipertensão secundária, mas não de hiperaldosteronismo.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica comum, mas em aproximadamente 5% dos casos, ela é secundária a uma causa identificável. O hiperaldosteronismo primário, ou Síndrome de Conn, é a forma mais comum de hipertensão secundária, caracterizada pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, independente do sistema renina-angiotensina. É crucial para residentes reconhecer e investigar essas causas secundárias, pois muitas delas são curáveis ou controláveis com tratamento específico. A fisiopatologia do hiperaldosteronismo primário envolve a secreção excessiva de aldosterona, que leva à retenção de sódio e água, expansão do volume intravascular, supressão da renina plasmática e aumento da excreção de potássio, resultando em hipertensão e, frequentemente, hipocalemia. O diagnóstico é suspeitado em pacientes com hipertensão refratária, hipertensão e hipocalemia espontânea ou induzida por diuréticos, ou hipertensão em idade jovem. Os exames úteis para a pesquisa incluem a dosagem de aldosterona plasmática, atividade de renina plasmática (para calcular a relação aldosterona/renina), e o potássio sérico. A relação aldosterona/renina é o teste de rastreio inicial. As catecolaminas urinárias, por outro lado, são utilizadas para investigar feocromocitoma, uma causa distinta de hipertensão secundária, e não têm papel no diagnóstico do hiperaldosteronismo primário.
O principal exame de rastreio para hiperaldosteronismo primário é a relação aldosterona plasmática/atividade de renina plasmática (RAP). Um valor elevado da RAP, especialmente em pacientes com hipertensão e hipocalemia, sugere o diagnóstico. A aldosterona plasmática e a atividade de renina plasmática são medidas individualmente para calcular essa relação.
O potássio sérico é relevante porque o hiperaldosteronismo primário frequentemente cursa com hipocalemia (potássio baixo), devido ao efeito da aldosterona de aumentar a excreção renal de potássio. Embora nem todos os pacientes apresentem hipocalemia, sua presença aumenta a suspeita da doença.
As catecolaminas urinárias (ou seus metabólitos, como metanefrinas) são utilizadas para investigar feocromocitoma, um tumor da medula adrenal que produz excesso de catecolaminas. Não são úteis para o diagnóstico de hiperaldosteronismo primário, que envolve o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
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