SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Paciente de 42 anos, atleta, com história recente de hipertensão de difícil controle, sem outras comorbidades. Faz uso de dois anti-hipertensivos (anlodipina e atenolol). O paciente apresentou episódio de astenia e paresia de membros inferiores tendo sido internado para investigação. Exame laboratorial evidenciou hipocalemia (1,9mmol/L), dosagem de catecolaminas urinárias normais. Qual achado de exame complementar é mais compatível com o diagnóstico?
Hipertensão refratária + hipocalemia + catecolaminas normais → suspeitar hiperaldosteronismo primário (adenoma adrenal).
A combinação de hipertensão de difícil controle e hipocalemia, na ausência de elevação de catecolaminas, é altamente sugestiva de hiperaldosteronismo primário. Nesses casos, a investigação com exames de imagem da adrenal, como a tomografia, é crucial para identificar adenomas produtores de aldosterona.
O hiperaldosteronismo primário é uma causa comum de hipertensão secundária, caracterizado pela produção excessiva e autônoma de aldosterona pelas glândulas adrenais, independente do sistema renina-angiotensina. É uma condição importante de ser diagnosticada, pois o tratamento específico pode curar ou controlar a hipertensão e a hipocalemia, prevenindo complicações cardiovasculares e renais. A suspeita clínica surge em pacientes com hipertensão de difícil controle ou refratária, especialmente se associada à hipocalemia espontânea ou induzida por diuréticos. A ausência de elevação das catecolaminas urinárias no caso apresentado afasta o feocromocitoma, direcionando a investigação para outras causas endócrinas de hipertensão. O diagnóstico laboratorial envolve a dosagem da relação aldosterona/renina plasmática. Uma vez confirmada a suspeita bioquímica, a tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de imagem de escolha para localizar um possível adenoma adrenal (aldosteronoma) ou identificar hiperplasia adrenal bilateral. O tratamento varia conforme a causa, podendo ser cirúrgico para adenomas ou medicamentoso (antagonistas do receptor de mineralocorticoide) para hiperplasia.
Os principais sinais incluem hipertensão arterial de difícil controle, muitas vezes associada a hipocalemia, que pode causar fraqueza muscular, fadiga, cãibras e poliúria.
A relação aldosterona/renina plasmática é o teste de triagem inicial. Um valor elevado sugere hiperaldosteronismo primário, indicando a necessidade de testes confirmatórios e exames de imagem.
Após a confirmação bioquímica, a tomografia computadorizada de abdome é usada para identificar adenomas adrenais (aldosteronomas) ou hiperplasia adrenal bilateral, que são as principais causas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo